Vídeo: Amedrontados, moradores do Conj. Edval Gaia, em Palmeira, denunciam comportamento ríspido e truculento de vizinho Militar
Por Luciano Cardeal – Jornalista
Moradores do Conjunto Edval Gaia, em Palmeira dos Índios, procuraram o Portal Estadão Alagoas para relatarem um caso de abuso e violência contra suas integridades físicas e morais. Eles dizem que se sentem aterrorizados por um homem que, segundo foi informado, seria Policial Militar, mas estaria afastado da função, e que também é morador da localidade.
De acordo com diversos relatos obtidos, o homem apontado encara, sem necessidade, os moradores da região e por diversas vezes desferiu palavras de baixo calão contra algumas pessoas.
Por vezes, ele coloca a mão na cintura, aparentemente armado e, em tom de ameaça, intimida moradores que passam em frente à sua casa, deixando as pessoas assustadas da situação.
Em outros momentos, o homem filma de maneira proposital os moradores que passam pela rua; atira para cima apenas ao ouvir latidos de cachorro, mostra uma arma e diz que vai “meter bala” em quem passar por perto.
Informações ainda dão conta que, também, sem motivos aparentes, ele já teria agredido fisicamente um mototaxista e um homem portador de deficiência física, entre outras pessoas da região.
Um morador local relatou que o indivíduo já teria sido denunciado ao Ministério Público Estadual. O órgão, por sua vez, teria informado que já existe uma queixa contra o homem em aberto desde novembro do ano passado.
Ainda de acordo com informações, dezenas de moradores já teriam procurado à Cisp da cidade e fizeram denúncias contra ele, mas, ao ser informado de quem se tratava a pessoa, os próprios policiais apenas informaram que o homem não era ‘bom da cabeça’, e nenhuma providência efetiva teria sido tomada diante do problema.
Há também relatos de que o filho do suspeito teria pegado a arma e apontado para um grupo de pessoas que estavam em uma rua, dizendo que iria matar alguém.
“Ele se acha uma autoridade, no direito de estar fazendo isto. Vários já foram agredidos e não quero que os meus filhos sejam os próximos”, conta uma moradora que não quis ser identificada.
Os moradores dizem temer que alguma tragédia aconteça, e pede com urgência para que as autoridades locais tomem alguma providência sobre o caso, pois já não sabem a quem mais recorrer.

