“Foi um tiro para matar”, diz delegado e tio de policial morto em Delmiro
O delegado Luciano, tio do policial civil Yago Gomes Pereira, uma das vítimas do triplo homicídio registrado em Delmiro Gouveia, esteve no Instituto Médico Legal (IML) para reconhecer o corpo do sobrinho e fez declarações fortes sobre o caso que abalou a segurança pública de Alagoas.
Segundo ele, Yago foi atingido por um único disparo na região da têmpora, considerado fatal. Para o delegado, a forma como o tiro foi efetuado levanta suspeitas de execução.
“Foi um tiro encostado. Se realmente fosse um surto, por que não atirou em outra parte do corpo?”, questionou Luciano durante entrevista.
O crime aconteceu na madrugada desta quarta-feira (20), envolvendo a morte dos policiais civis Yago Gomes Pereira, de 33 anos, e Denivaldo Jardel Lira Moraes, de 47. O principal suspeito é outro agente da corporação, identificado como Gildarte, que alegou ter sofrido um surto e estar sob efeito de álcool no momento dos disparos.
Na avaliação do delegado, a dinâmica do crime indica que Denivaldo teria sido morto primeiro dentro da viatura descaracterizada da Polícia Civil. Em seguida, Yago teria sido executado para que não houvesse testemunhas.
Luciano também declarou que Gildarte já teria sido apontado anteriormente em outros episódios violentos, incluindo a suposta execução de um amigo, de um preso dentro de uma viatura e até de um cachorro. Diante disso, ele questionou a permanência do policial na ativa.
“Como ele ainda estava trabalhando?”, indagou.
Apesar das declarações do delegado, a Polícia Científica e a Polícia Civil seguem realizando os primeiros levantamentos periciais e investigativos para esclarecer oficialmente a dinâmica do crime.


