Agente diz que não se lembra da execução de colegas e revela consumo de álcool antes do crime

O agente da Polícia Civil suspeito de matar dois colegas de trabalho dentro de uma viatura, em Delmiro Gouveia, na madrugada desta quarta-feira (20), no Sertão de Alagoas, afirmou em depoimento que não se recorda do momento dos disparos e admite consumo excessivo de álcool horas antes do crime.

De acordo com o termo de qualificação e interrogatório, o policial Gildate Goes Moraes Sobrinho declarou que havia ingerido bebida alcoólica com os colegas Yago Gomes e Denivaldo Jardel na noite anterior. Segundo ele, o grupo consumiu ao menos cinco rodadas de bebidas, incluindo cachaça, e seguiu viagem já durante a madrugada.

No relato, o agente afirmou que não fez uso de qualquer droga ou medicação controlada, mas admitiu ter ingerido uma quantidade elevada de álcool. Ele disse ainda que “não sabe informar o que teria acontecido”, ressaltando que sua memória se limita ao momento em que estava na cidade e, posteriormente, já em outro local, sem clareza sobre a sequência dos fatos.

O suspeito também declarou que mantinha uma relação de amizade com as vítimas e negou qualquer desentendimento anterior. “Nunca teve qualquer problema”, afirmou no depoimento, destacando que sua convivência com os colegas sempre foi de proximidade.

Outro ponto relatado à polícia é que, após os fatos, ele teria ido até a residência de uma mulher conhecida, onde acabou sendo surpreendido por policiais militares. Segundo o interrogatório, foi nesse momento que recebeu voz de prisão.

A versão apresentada reforça uma das linhas de investigação já consideradas pelas autoridades: a possibilidade de um surto ou alteração de consciência no momento do crime. Testemunhas também relataram que o agente apresentava falas desconexas durante a ocorrência.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Alagoas, que apura as circunstâncias exatas dos disparos que mataram os dois policiais. As vítimas tinham perfis distintos na corporação: Yago Gomes havia ingressado recentemente, em 2023, enquanto Denivaldo Jardel já acumulava mais de uma década de atuação.

A instituição informou que todos os procedimentos legais estão sendo adotados e que novas informações deverão ser divulgadas conforme o avanço das investigações.

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