Justiça aceita denúncia e torna réus acusados pela morte de coordenador da base do CRB


A Justiça de Alagoas aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus Ruan Carlos Ferreira de Lima e Symeone Batista dos Santos pelo assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como “Joba”, coordenador das categorias de base do Clube de Regatas Brasil. Os dois permanecem presos.

Joba foi morto no dia 23 de janeiro deste ano, no bairro Santa Lúcia, em Maceió, quando seguia do condomínio onde morava em direção a um ponto de van. O crime foi registrado por câmeras de segurança e causou grande repercussão no futebol alagoano.

De acordo com as investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o assassinato teria sido motivado por ciúmes. A polícia aponta Ruan como mandante do crime e afirma que ele teria pago R$ 10 mil pela execução.

Segundo a delegada Tacyane Ribeiro, Joba mantinha um relacionamento com uma mulher que, após o término, passou a se relacionar com Ruan. A tentativa de reconciliação entre ela e a vítima teria provocado a reação do acusado.

Ainda conforme a investigação, o plano para matar o coordenador do CRB teria começado a ser articulado em dezembro do ano passado. Parte do valor combinado para o crime, cerca de R$ 4 mil, teria sido paga dias antes da execução.

Três suspeitos apontados como envolvidos diretamente no homicídio morreram durante uma troca de tiros com policiais no bairro Clima Bom, em Maceió. Eles foram identificados no processo como José Cícero Aprígio da Silva, Raul Silva de Melo e Ana Tassia da Silva Santos.

Durante a operação, a polícia apreendeu armas e capacetes. A perícia do Instituto de Criminalística confirmou que um dos revólveres calibre 38 recolhidos foi utilizado no assassinato. A análise foi realizada pela perita criminal Renata Azevedo, após comparação balística com o projétil retirado do corpo da vítima.

A defesa de Ruan Ferreira informou que o acusado nega participação no planejamento do homicídio e rejeita a acusação de ter financiado o crime. O advogado Napoleão Ferreira de Lima Júnior afirmou que irá se pronunciar sobre a decisão judicial.

Segundo a polícia, Ruan não possuía antecedentes criminais e preferiu permanecer em silêncio durante parte do interrogatório, respondendo apenas perguntas pessoais.

Foto: Redes sociais

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