Justiça concede liberdade a MC Ryan SP em investigação sobre lavagem de dinheiro
A Justiça Federal determinou, nesta quarta-feira (13), a soltura do cantor MC Ryan SP após revogar sua prisão preventiva no âmbito da Operação Narco Fluxo, conduzida pela Polícia Federal. A decisão foi tomada pelo TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), que estendeu ao artista os efeitos do habeas corpus concedido anteriormente ao empresário Henrique Alexandre Barros Viana, conhecido como “Rato”, ligado à produtora Love Funk.

Além de MC Ryan SP, Diogo Santos de Almeida também foi beneficiado pela medida judicial. Apesar da liberdade concedida, ambos deverão cumprir uma série de determinações impostas pela Justiça, entre elas o comparecimento obrigatório a todos os atos do processo, apresentação mensal em juízo para comprovação de atividades, proibição de deixar a cidade de residência por mais de cinco dias sem autorização judicial e entrega do passaporte, ficando impedidos de sair do país sem autorização.
Os investigados são alvos da Operação Narco Fluxo, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o mundo do entretenimento digital. Segundo a Polícia Federal, artistas e influenciadores eram utilizados para dar aparência de legalidade a movimentações financeiras milionárias ligadas ao crime organizado.
As investigações começaram após a análise de arquivos armazenados em nuvem pertencentes a Rodrigo Morgado, apontado como contador do grupo criminoso. De acordo com a PF, a organização utilizava estratégias como venda fictícia de ingressos, uso de criptomoedas, transferências fracionadas e o chamado “aluguel de CPFs” para ocultar a origem ilícita dos recursos.
A Polícia Federal afirma ter identificado uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 1,6 bilhão em menos de dois anos. As estimativas apontam que o esquema pode ter alcançado até R$ 260 bilhões em operações suspeitas.
Durante a ação policial, mais de 200 agentes cumpriram mandados em nove estados e no Distrito Federal. Foram apreendidos veículos de luxo, joias, relógios de alto valor, dinheiro em espécie, armas e ativos ligados a corretoras de criptomoedas. Entre os investigados também estão o cantor MC Poze do Rodo, influenciadores digitais e empresários do setor de entretenimento.


