Governador exonera secretários executivos especiais da Sefaz

Um dia após a troca do titular da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), servidores que exerciam cargos estratégicos e de comissão na Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) foram exonerados pelo governador Klever Loureiro. Eles eram ligados ao ex-secretário da pasta, George Santoro. Ainda não foram nomeados os novos ocupantes.

A exoneração deles foi publicada na edição desta quinta-feira (5) do Diário Oficial do Estado (DOE).

Os decretos atingem a secretária do Tesouro Estadual, Renata dos Santos; o secretário especial da Receita Estadual, Luiz Dias de Alencar Neto; e da secretária-executiva de Gestão Interna, Paloma Silva Tojal Rêgo.

Até então ocupando o cargo de assessor especial de Projetos de Tecnologia da Informação na Sefaz, o servidor auditor de Finanças e Controle de Arrecadação da Fazenda Estadual, Artur Rogério Ferreira da Mata, também foi exonerado. Ele foi nomeado pelo governador, nessa quarta-feira (4), para o cargo de secretário estadual da Fazenda.

Arthur Ferreira está no quadro efetivo desde 2002, quando prestou concurso. É bacharel em Ciência da Computação e Direito, com pós-graduação em Gestão Pública, Engenharia de Software e MBA em Gerenciamento de Projetos. Também é mestre em Administração Pública. No serviço público, já assumiu a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos e foi superintendente de Modernização da Gestão Pública.

Já George Santoro estava no comando da equipe econômica desde o começo da primeira gestão do ex-governador Renan Filho (MDB). Apesar de ser considerado de perfil técnico, ele vinha marcando território nas redes sociais e se envolvendo em embates políticos com opositores da gestão.

O ex-secretário protagonizou uma série de troca de farpas, por exemplo, com o prefeito JHC e seus secretários no Twitter, sempre em defesa da gestão do ex-chefe do Poder Executivo Estadual.

Santoro responde a processos e até uma CPI que apura o rastro de prejuízos à arrecadação no Rio de Janeiro. Numa das ações, ele e mais três indiciados são suspeitos em esquema que fez o Estado deixar de arrecadar R$ 213,2 milhões, no período de 2013 a 2015, época em que os fluminenses sofreram com as gestões dos ex-governadores Sério Cabral e Luiz Fernando Pezão, que foram condenados e presos.

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