MP-AL quer que polícia investigue caso de técnica que não aplicou vacina de Covid-19 em idosa corretamente

Ministério Público do Estado de Alagoas MP-AL — Foto: Andréa Resende/G1

O Ministério Público de Alagoas (MP-AL) pediu a instauração de inquérito policial para o caso de uma técnica de enfermagem que não aplicou corretamente a vacina contra a Covid-19 em uma idosa de 97 anos. O órgão também instaurou procedimento para apurar possíveis irregularidades na política de vacinação da capital. A informação foi divulgado nesta terça-feira (2).

A promotora de Justiça Marluce Falcão explicou que o objetivo da solicitação é resguardar provas e realizar perícia no material descartado pela profissional de saúde. O material foi lacrado pela Secretaria Municipal de Saúde e vai ser periciado pelo Instituto de Criminalística (IC).

“É um caso delicado e todas as formas de apuração devem ser desencadeadas. O Ministério Público quer atuação na área cível, mas também na criminal para que o caso seja esclarecido e a responsabilização direcionada a quem couber. A situação envolve os direitos do cidadão, o respeito ao idoso, à pessoa de forma geral e requer análise sobre a ética profissional. Acompanharemos o processo até o fim para, em seguida, nos posicionarmos”, disse Marluce Falcão.

O promotor de Justiça Paulo Henrique Prado instaurou procedimento preparatório para apurar possíveis irregularidades na política de vacinação em Maceió.

“O Ministério Público tem acompanhado tudo desde o início da vacinação e estará atento ao cumprimento do plano nacional de operacionalização da vacina. É preciso que o andamento seja, extremamente, dentro da legalidade, com responsabilidade e ética. Tivemos o fato isolado, envolvendo uma idosa, e isso não podemos admitir, razão pela qual a colega e eu agimos, cada um dentro da incumbência da sua promotoria. E continuamos averiguando todas as denúncias que nos chegam, em respeito ao cidadão, e atuaremos diante de qualquer suspeita de infração”, disse Paulo Henrique Prado.

O MP-AL também esta apurando denúncias encaminhadas ao órgão sobre pessoas que não estão na ordem de prioridade, mas foram imunizadas.

O Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren-AL) também apura a falha na imunização da idosa em Maceió.

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