E agora, “País do Futebol”, podemos voltar à nossa triste realidade?

Carlos Augusto Barros Filho

E agora, será que podemos voltar à nossa triste realidade?

Aquela que o futebol, o carnaval, o São João e tantas outras manifestações enlouquecidas tanto interessam aos políticos para nos desviarem do foco do que realmente está acontecendo no Brasil?

Ter um povo de olhos bem abertos nunca foi o interesse dos “larápios” que subtraem o muito que o País, sem enxergar,
deixa que estes que são votados por um povo iludido e facilmente manipulado, saiam desfilando e ostentando o que nos
roubam na verdade. “Acabou, acabou”, assim diria um tal Galvão Bueno – fazendo o seu trabalho, é justo e claro – para uma grande farsa e fábrica de magia como é a Organização Globo/Marinho, e que uma população robotizada engole, sem notar que ao seu redor milhões vivem em condições sub humanas: sem políticas públicas de vergonha; sem Educação, sem Saúde, sem Segurança, Sem Transporte, sem Lazer, e o mais grave, sem comida na mesa.

Enquanto isso, o jogador, que nos tira a atenção de tudo isso, que menos ganha naquele time da “nojenta” CBF, embolsa equivalentes, no mínimo, há dois milhões de reais por mês. E ainda há quem chore por eles e
ainda envolva seus filhos em uma eterna folia da qual nunca teremos retorno algum.

A “farra” que os corruptos, sejam políticos ou desmoralizados ministros do STF, gostariam que durasse muito mais tempo iludindo o povo brasileiro, a quem eles enganam, acabou. Será que agora dá para colocarmos novamente os pés no chão, e pelo menos tentar lutar pelo que nos é devido?

A Rede Globo volta, após essa COPA FIFA 2018, com mais 800 milhões de reais líquidos e “lavados” em seus cofres, e o povo brasileiro continuará a amargar os seus graves problemas sociais e econômicos diários. Nunca foi diferente a nossa paixão pelo futebol, mas também nunca foi tão desigual, correndo em mão contrária, a nossa necessidade de ter pelo menos o básico em nossos lares.

Ouve um tempo em que o futebol era divertimento e sinônimo de educação; hoje em dia passou a ser, pelo menos
no falido Brasil, um sonho para pais e filhos saírem da miséria.

Como sabiamente dizia Carlos Drummond de Andrade: “E agora, José, a festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou. E agora, José…?”.

A Copa do Mundo acabou. Acorda, Brasil! Voltemos à nossa vã e lamentável realidade. Bate às nossas portas uma nova oportunidade de usarmos a nossa maior e mais legítima arma: o nosso voto. Portanto, povo iludido, utilize-se dela para começar a tentar mudar essa realidade vergonhosa a que secularmente é submetido o Brasil. Só assim teremos melhores dias e NOVOS TEMPOS.

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