O que a psicologia fala sobre Jorge Beltrão, o “canibal de Garanhuns”?
“[…] Vejo aquele corpo no chão, Jessica [Bruna] desconfia que ainda se encontra com vida. Pego uma corda, faço uma forca e coloco no pescoço do corpo. Puxo para o banheiro e ligo o chuveiro para todo o resto do sangue escorrer pelo ralo. Ao olhar para o corpo já sem vida da adolescente do mal, sinto um alívio, pego uma lâmina e começo a retirar toda a sua pele, eu, Bel e Jéssica [Bruna] nos alimentamos com a carne do mal, como se fosse um ritual de purificação e o resto eu enterro no quintal, cada parte em um lugar diferente” (SILVEIRA, 2012, p. 36)
Este trecho retirado do livro “Revelações de um esquizofrênico” escrito por Jorge Beltrão Negromonte da Silveira (51), fala sobre um homicídio ocorrido em 2008 em Olinda-PE. Jorge, Isabel e Bruna membros de uma seita criada por eles de nome “CARTEL“, planejaram e assassinaram Jéssica Camila da Silva Pereira (17). Jorge matou Jéssica a golpes de faca, esquartejou o corpo e se alimentou da carne humana junto às mulheres, como um ato de purificação. O objetivo da seita era conter o aumento da população, tendo para isso que matar três mulheres por ano, afirmando que os crimes eram em nome da purificação da humanidade. A seita mandava os seguidores matar e comer pessoas que não trabalhavam ou produziam mais filhos do que podiam criar. Comer a carne, segundo Jorge, fazia parte do ritual de purificação. O trio ficou conhecido como “canibais de Garanhuns” e estamparam os jornais internacionalmente em 2012, quando foram descobertos pela polícia de Garanhuns, cidade a 230km de Recife, em Pernambuco. Além de Jéssica, Giselly Helena da Silva, 25 anos (dois filhos), morta no final de fevereiro de 2012 e Alexandra Falcão da Silva, 20 anos (três filhos), morta em meados de março de 2012, também foram assassinadas pelos três, ambas de Garanhuns.
Em 13 e 14 de novembro de 2014 –Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Torreão Pires e Bruna Cristina Oliveira da Silva foram levados a júri popular por homicídio quadruplamente qualificado, vilipêndio (violação) e ocultação de cadáver de Jéssica Camila da Silva Pereira, 17 anos.
A doença mental seria a “causa” do comportamento de Jorge de assassinar essas mulheres? Para responder a esta pergunta, precisamos antes considerar o comportamento humano como multideterminado. Isto significa dizer que não existirá um único fator responsável por nossas ações. A genética presente em cada pessoa corresponde a boa parte da causa de nosso comportamento, mas além disso, sabemos que não podemos atribuir à genética única e exclusivamente as causas de nosso comportamento, a isso damos o nome de predisposição. Uma pessoa que nasce predisposta a ter diabetes, por exemplo, não significa dizer que ela desenvolverá o diabetes, pois outros fatores também pode influenciar: alimentação balanceada, hábitos esportivos, entre outros. Da mesma forma, um homem com predisposição para desenvolver um problema de aprendizagem decorrente de má formação do cérebro, não necessariamente significa que ele terá este problema, caso esteja inserido em um ambiente em que a estimulação cerebral seja constante. Com isso, é válido considerar que nossos hábitos, comportamentos, relações ambientais e modo de vida terão um peso de grande proporção na causalidade de nosso comportamento e na forma como agimos no mundo. A psicologia compreende o ser humano baseado em sua história de vida. Nós agimos no mundo conforme nós aprendemos a nos comportar ao longo de nossa história e isso inclui também os grupos sociais e a cultura a qual fazemos parte. Grandes teóricos da psicologia como Freud e Skinner delineiam suas teorias considerando a influência do meio em nossos comportamentos.
A esquizofrenia apresenta-se como um transtorno mental complexo, sendo alvo de estudos nas mais diversas áreas que versam sobre a saúde e além dela, pois suas formas variam de pessoa para pessoa e historicamente foi marcada por errôneas associações entre o transtorno e o comportamento agressivo, inclusive até hoje encontramos esse tipo de associação, como se a agressividade fizesse parte dos sintomas de esquizofrenia. Nesse sentido, ferramentas de cunho jornalístico tem publicado materiais de homicídios causados por pessoas com esquizofrenia, atribuindo ao transtorno o comportamento de matar uma pessoa e este tem se revelado como um tema bastante discutido nos espaços sociais e possibilitado a ampliação de pesquisas em torno da esquizofrenia sendo importante, portanto, estudar a temática.
O Manual Diagnóstico e estatístico dos Transtornos Mentais (DSM) em sua quinta edição, lista diferentes categorias de transtornos mentais e critérios de classificação para diagnosticá-los, incluindo a esquizofrenia. No entanto, apesar de ser referência em termos de diagnóstico médico-psiquiátrico, a filosofia da análise do comportamento não se baseia neste manual, posto que a compreensão do comportamento humano se dá de forma funcional e multideterminada.
Dessa maneira, o DSM-V descreve a topografia do comportamento não a sua funcionalidade, sendo este o principal foco de estudo do Behaviorismo Radical de B. F. Skinner. Este Manual classifica a esquizofrenia, entre outros transtornos, como algo interno ao indivíduo, imutável e biológico, não como um comportamento modelado e mantido pelo ambiente que o produz. As origens do “comportamento doente” e os fatores que o mantém diferem de pessoa para pessoa. Com isso, a análise do comportamento não aponta que as causas do comportamento – “normal” ou “patológico” – estejam dentro do sujeito, mas no ambiente. Dessa forma, esta ciência analisa as causas do comportamento seja ele patológico ou não, como sendo resultado de interações com o ambiente. Skinner (1979) afirma também que o comportamento do esquizofrênico é problema, simplesmente porque não é característico da situação. Da mesma forma, o comportamento agressivo – muitas vezes associado a esquizofrenia – deve ser analisado levando em consideração os mesmos princípios utilizados para analisar o comportamento esquizofrênico, de modo que ambos serão instalados e mantidos conforme a interação organismo-ambiente. Sendo assim, emoções e sentimentos precisam ser compreendidos a partir da análise das contingencias ambientais, o que significa dizer que deve-se analisar o papel do meio na emissão do comportamento, para então compreender a agressividade e/ou a esquizofrenia enquanto uma reposta do organismo frente o ambiente, levando em consideração todos os blocos de variáveis que compõem a dinâmica comportamental do ser humano.
Para Skinner “ Sentimento é um tipo de ação sensorial, assim como ver e ouvir” (SKINNER, 1991, p. 14). Nesse sentido, as reações que cotidianamente vemos as pessoas apresentarem e que denominamos de amor, raiva, ansiedade, agressividade são resultado de contingências de reforçamento específicas aliadas também a história genética e pessoal do indivíduo e incluem, portanto, comportamentos respondentes e operantes.
Delírio e alucinação, principais comportamentos emitidos pelo indivíduo diagnosticado com esquizofrenia, são entendidos pela análise do comportamento como comportamento verbal. Skinner (1978, p. 23) define comportamento verbal como “[…] um operante em que o reforço é mediado socialmente, é um comportamento que tem sua origem nas contingencias sociais”. Com isso, é possível concluir que os operantes delirar e alucinar são mediados pelo ambiente social em que o organismo os emite. Como exemplo disso, uma pessoa que pede um copo de água a alguém, precisa da ação do outro para ser consequenciado. A locução “dê-me um copo de água” funciona como estímulo para outra pessoa trazer o copo de água. Da mesma forma, os delírios e alucinações são caracteristicamente identificados do comportamento verbal oral de indivíduos diagnosticados com esquizofrenia, e suas emissões são em grande parte produto da interação do sujeito com o ambiente.Então pessoas com diagnóstico de esquizofrenia, transtorno complexo na área da saúde mental, apresentam um histórico de respostas ao ambiente e são resultados dessa história de interações. Da mesma forma em que a esquizofrenia pode ser avaliada dessa maneira, o comportamento agressivo, no sentido de causar dano a alguém deve ser analisado considerando a influência do meio. A palavra agressivo deriva do latim agressus que significa ‘ir contra’, ‘atacar’. (AURÉLIO, 2004). Tradicionalmente ela é compreendida como o ato que visa causar danos a outrem (MENDES et al., 2009). A Análise do Comportamento propõe uma compreensão além da topografia da resposta, ou seja, a forma como o comportamento se manifesta, objetivando explicar que relação esse comportamento estabelece com ambiente, buscando assim sua funcionalidade, por isso está atenta as variáveis das quais ele é função.
O processo evolutivo pelo qual passamos, possibilitou o desenvolvimento de estruturas e processos comportamentais em favor da sobrevivência e a formação do Sistema Nervoso Central correspondeu a mesma ordem. Nesse contexto, todo comportamento, seja ele inato ou adquirido, possui uma função que carrega consigo valioso valor de sobrevivência, interligado as consequências relacionadas a seleção natural e a susceptibilidade ao reforçamento(SKINNER, 2007). O repertório comportamental pelo qual denominamos hoje de agressivo representou ao logo de muito tempo uma das principais estratégias de sobrevivência dos seres humanos quando precisávamos lutar por sexo, comida e abrigo, utilizando de nossa força física e reflexos altamente eficazes para a identificação de possíveis ameaças. Skinner (2006), assinala que: “Muitas coisas no meio exterior, tais como comida e água, contato sexual e fuga de danos são cruciais para a sobrevivência do indivíduo e da espécie e, por isso, qualquer comportamento que as produza tem valor de sobrevivência.” (p. 38).Tomando como base essa compreensão, somos capazes de entender a importância do comportamento agressivo não apenas na era pré-agrícola, mas durante toda nossa história evolutiva; do mesmo modo, torna-se passível de compreensão o fato dele estar presente também em todas as espécies de seres vivos.
Algumas estruturas cerebrais possuem um papel mais importante no que se refere aos processos emocionais e entre eles o comportamento agressivo. Estudos apontam que áreas mais primitivas ligadas aos processos motivacionais primários, presentes, sobretudo no sistema límbico, são acionadas com mais intensidade principalmente devido seu valor de sobrevivência: “sabe-se hoje que as áreas relacionadas com os processos emocionais ocupam territórios bastante grandes do encéfalo, destacando-se entre a área pré-frontal e o sistema límbico”(MACHADO, 2006, p. 275). Do mesmo modo, o Sistema Nervoso Autônomo (SNA) também desempenha um importante papel na expressão das emoções. O tronco encefálico, presente também nos répteis, é uma parte do nosso cérebro responsável por coordenar ações mais básicas, mas não menos importantes, como comportamentos reflexos essenciais para sobrevivência e que possuem relação com o comportamento agressivo. Machado destaca que as ativações de estruturas presentes nesta área cerebral resultam em manifestações dos chamados estados emocionais, como choro, aumento do ritmo cardíaco, sudorese e outras alterações. (MACHADO, 2006).
Na prática, isso significa dizer que todos nós temos filogeneticamente uma estrutura montada para agir agressivamente nas relações que estabelecemos. O fato de as pessoas não agirem agressivamente em determinadas situações em que a agressão seria comportamento emitido por outras, não anula a existência dessa estrutura. Como destacado no início, o comportamento humano é multideterminado e devemos considerar vários fatores que influenciam o comportamento, entre eles, talvez o mais importante: a história pessoal de cada um.
Para entender melhor, tomemos como exemplo um menino que briga com seu irmão para que lhe devolva seu brinquedo. Temos como evento antecedente o irmão pegar o brinquedo, e a classe de resposta bater no irmão, falar palavrões e tomar o brinquedo de suas mãos, e como consequência ter o brinquedo. Dizemos aqui que o comportamento emitido pelo menino foi reforçado positivamente. Suponhamos agora que em outra situação o mesmo menino emita comportamentos parecidos quando sua mãe lhe proíbe de comer um chocolate antes do almoço: atira seus brinquedos no chão, xinga a mãe e chuta os móveis da casa. Supondo que a mãe ceda ao comportamento do menino e permita que ele coma o chocolate, podemos afirmar que a probabilidade de que ele emita os mesmos comportamentos em situações semelhantes aumenta significativamente, pois seu comportamento foi reforçado. Saltando agora um pouco na história de vida dessa criança, vamos imaginar que na fase adulta esse sujeito se veja diante agora de outra pessoa que lhe nega algo, as chances de que reaja de forma agressiva são muito altas diante da sua história de reforçamento, onde se comportar dessa forma lhe ocasionou ganhos. Com esses exemplos chegamos ao um ponto importante na compreensão do comportamento agressivo, o papel do reforço: “se eventos reforçadores se sucederam de modo contíguo a uma resposta em determinada situação, a resposta tornar-se-á ligeiramente mais provável sob situações similares, no futuro”. (MOREIRA; HÜBNER, 2013, p. 24).
Dessa forma, a psicologia não compreende que um comportamento causa outro comportamento, ou seja, o comportamento esquizofrênico não é causa para o comportamento agressivo. As causas para ambos os comportamentos estão na interação do sujeito com o ambiente.Uma pessoa pode tanto emitir comportamentos esquizofrênicos como emitir comportamentos agressivos independentes. Conforme análise profunda de materiais jornalísticos sobre o caso aqui exposto, temos dados de que Jorge era positivamente reforçado (consequenciado) por comportar-se de modo agressivo, tanto que isso mantinha o repertório comportamental dele.Ser membro de uma seita criada por ele, por exemplo, lhe conferia um alto valor de prestígio, além da admiração de duas mulheres. Na análise funcional do assassinato de Jéssica Camila, um dos crimes cometidos por Jorge, tanto o estímulo antecedente quanto a consequência apresentam relação com a crença religiosa dele. Os critérios estabelecidos para a escolha da vítima baseavam-se nos pressupostos da seita que ele dizia participar e na sua missão de purificador e mediador do controle populacional. De modo que as vítimas eram mulheres, pobres e que tivessem alguma relação com o número 666 – geralmente relacionado ao número dos documentos –, que Jorge define como o número da besta, como consta no livro Apocalipse da Bíblia. Esses aspectos atuavam, portanto, como estímulos eliciadores para o ritual de assassinato; tendo como consequência o reforço positivo de ser o escolhido por Deus para realizar tal feito. Na mesma cadeia comportamental, a vítima agonizando atuava como estímulo para Jorge emitir o comportamento de perdoá-la por seus pecados, o que lhe conferia o reforço de ser o anjo vingador que purifica a pessoa. Outro ponto que também opera como reforço positivo para o comportamento de Jorge é ser tratado como chefe principal da seita sendo, portanto, admirado e respeitado por suas duas cúmplices e companheiras.Comer partes específicas da vítima o consequenciava positivamente por acreditar que isso o purificaria ao mesmo tempo em que evitava que partes específicas apodrecessem (reforçamento negativo), pois de acordo com os pressupostos da seita as partes do corpo da vítima representavam elementos da natureza, a água, a terra, o ar e o fogo, enquanto que a cabeça era Deus. Segundo Britto (et al., 2010, p. 140), “delírios e alucinações não são coisas nem objetos, tampouco algo que o esquizofrênico possua; são comportamentos verbais controlados pelas consequências verbais e não verbais que produzem”. Sendo assim, enterrar os restos mortais da vítima em diferentes locais da casa evitava que o crime fosse descoberto, o que se configura como reforço negativo.
A capacidade de elaborar cenários fictícios é uma característica que compartilhamos enquanto membros da mesma espécie devido a nossa história filogenética. Do mesmo modo, sentir-se especial é reforçador para qualquer indivíduo. Qual seria então a razão pela qual algumas pessoas conseguem sentir-se felizes e realizadas acreditando que são especiais por terem sido criadas por Deus, enquanto outras precisam construir cenários que os diferenciam dos demais, atribuindo-lhe o poder oriundo de Deus para assim como Ele purificar as pessoas e ter o direito de tirar-lhe a vida? Encontraremos a resposta na análise da história individual do sujeito.
O desejo de sentir-se importante, diferente e melhor do que as outras pessoas, enquanto necessidade inerente ao ser humano, também foi identificado na conduta de Jorge.Carnegie (2012) aponta que“muitas pessoas se tornaram enfermas com a finalidade de conquistar simpatia e atenção, e desfrutar um ar de importância” ( 2012, p. 51).
Uma criança que cresce em um ambiente que disponibiliza reforçadores contingentes a comportamentos produtivos e desejáveis, apresenta grandes chances de se tornar um adulto com um repertório mais assertivo. Não obstante, as consequências também tem efeito sobre os comportamentos indesejáveis quando não manejadas de forma adequada (MOREIRA; MEDEIROS, 2007). Um exemplo clássico é quando os pais reforçam o comportamento de birra da criança que chora no supermercado para que lhe comprem um brinquedo; ceder ao choro do filho lhe comprando o que ele deseja aumenta a probabilidade de que ele emita o mesmo comportamento sempre que algo lhe for negado. Sendo assim, o ambiente possui um papel essencial na formação do repertório comportamental do indivíduo, de modo que características tidas como agressivas, por exemplo, podem ser reforçadas ao longo de seu desenvolvimento e mantidas por condições atuais.
Assim, o comportamento, independentemente de ser patológico ou não, é fruto da interação organismo-ambiente, ao mesmo tempo em que esta ciência compreende que o comportamento tido como patológico é parte do comportamento humano (SKINNER, 1979). Como destaca Boksa (2009 apud EPAMINONDAS; BRITTO, [20-?], p. 3)“Embora ainda não esteja claro se os mesmos mecanismos neurofisiológicos estão envolvidos nas alucinações de pessoas comuns ou esquizofrênicas, ainda assim os dados nos levam a crer que delírios e alucinações são comportamentos comuns nos seres humanos”. Portanto, não é necessário ser esquizofrênico para ter alucinações. É comum acontecer de ouvirmos vozes de pessoas conhecidas ou não, sem que elas estejam presentes. Igualmente, podemos ver um estímulo sem que necessariamente ele esteja no ambiente, como sentir o cheiro do churrasco do vizinho e, com isso, conseguir ver a carne na grelha, mesmo estando dentro de sua casa. De tal modo, como qualquer outro comportamento, a esquizofrenia ou outro tipo de transtorno psicopatológico, será compreendida a partir da análise de variáveis ambientais, com base nos métodos de uma ciência natural.
Os dados colhidos também indicaram um déficit no repertorio social de Jorge, podendo ser melhor investigado a partir da sua história de reforçamento individual. A análise funcional realizada neste trabalho se deteve principalmente em avaliar o assassinato de Jéssica Camila, uma das vítimas de Jorge, no entanto, outras condutas do réu também denunciam a busca por reforçadores sociais. Isso pode ser evidenciado no fato dele buscar sempre destaque nas atividades que realizava, assim como ser reconhecido como escritor, ator, autor, compositor e músico. Diante do exposto, compreende-se que o estudo realizado correspondeu às expectativas pré-estabelecidas, ao mesmo tempo em que viabilizou outras possibilidades. A análise detalhada das variáveis responsáveis tanto pela esquizofrenia como pela agressividade, operou como subsidio essencial para a compreensão do caso analisado, a partir da visão da Análise do Comportamento, que considera o homem como ser único e complexo e tem na análise das contingencias sua principal ferramenta de avaliação. Da mesma forma, as fontes bibliográficas utilizadas foram de suma importância para a composição do estudo, possibilitando estabelecer relações funcionais entre o organismo e seu ambiente, em especial nos comportamentos aqui analisados, de modo a identificar a probabilidade do organismo se engajar em determinados tipos de comportamentos e que condições ambientais são responsáveis por essa probabilidade.
Maria Shirllyane Barbosa Lima
Universidade Federal de Alagoas
REFERÊNCIAS:
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