FIFA, CBF, vergonhas e o futebol no mundo
Por Marcos Adriano – campeão mundial
Quando antes se falava em futebol apenas como esporte, arte e paixão, quase o mundo inteiro, inclusive o Leste Europeu, admirava e sonhava com grandes conquistas, que até então pertenciam à hegemônica Seleção Brasileira – 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 (as conquistas). Porém, a FIFA sempre conduziu, pelo menos a partir de 94 os destinos monetários dos mundiais. Bem sabido é que, a vergonha de 1978 na Argentina, onde Los Hermanos, numa semifinal, contaram com a grande colaboração de um, até então, valente Peru, vencendo por 6 a 0, o que acabou desclassificando o “escrete canarinho”. Um fato que caracterizou uma das primeiras falcatruas da FIFA. A Argentina necessitava vencer aquele mundial, principalmente pela previsão de uma grande guerra que se desencadearia, em seguida, contra a Inglaterra. A final foi contra uma já fragilizada Holanda, que não era mais o mesmo “carrossel”, “Laranja Mecânica,” que em 1974 se deixou vencer pela, em minha opinião, menos poderosa Alemanha de craques como Franz Beckenbauer e Gerd Müller.
Não porque o fraco futebol brasileiro se deixou abater por um escandaloso 7 a 1 para a então mais forte Alemanha, mas porque nos tornamos fracos por conta de dirigentes, infelizmente brasileiros, sem escrúpulos, como João Havelange, Ricardo Teixeira e por último, José Maria Marin, vergonhosamente preso, às vésperas da eleição para presidente da entidade maior do futebol mundial, junto com mais outros seis dirigentes e executivos na Suíça.
Joguei em alguns dos maiores clubes desse País, inclusive tendo a honra de ter sido treinado por grandes técnicos, entre eles, o mestre Telê Santana. É uma pena ver não só o futebol brasileiro, como também o futebol mundial chegar a essa tão grande queda.
Quem sabe, com essas vergonhas vindo à tona, inclusive com a renúncia do dito poderoso Blatter, após menos de uma semana da recondução ao cargo, com apenas dois terços do apoio mundial dos dirigentes do referido esporte e com a falta de apoio de alguns dos maiores patrocinadores internacionais, o futebol, em todo o mundo, possa tentar ressurgir. Como ex-jogador e duas vezes campeão da Libertadores, como também duas vezes campeão do mundo interclubes, torço para que o nosso futebol ressurja.

