Títulos Honoríficos: Cultura e reconhecimento
Por Grazianne Duarte
Palmeira dos Índios, terra em que homens de fora têm mais valor às vezes do que os seus, segundo comentários de quem conhece a fundo a sua história e memória, comprova que os de “casa”, exceto alguns nomes, passam despercebidos. Tanto é que na última quarta-feira, 05, foram prestigiados e agraciados, com justiça, 12 personalidades. Merecidamente, é claro. Fica então justificado que o jargão “Palmeira, terra de Graciliano Ramos” sempre foi um engodo, simplesmente porque o mestre “Graci” não nasceu aqui. Nascido em Quebrangulo, teve seus maiores amores em Palmeira, cujo coração se fez palmeirense e a sua maior e mais reconhecida obra, lida em 83 idiomas, VIDAS SECAS, retrata o sofrimento inclemente desse povo no início da década de 1970. Graciliano apenas adotou Palmeira como sua segunda terra, onde foi prefeito e, diga-se de passagem, o maior de todos. Comunista e socialista declarado, Graciliano chegou a ser inclusive preso pelo já temido poderio militar da época. A qualquer leitor, no mínimo curioso, basta ler além, é claro, de sua obra universal, VIDAS SECAS, o seu sofrimento, em uma história mais do que verídica e averiguada: MEMÓRIAS DO CÁRCERE.
Portanto, agradecer e reconhecer os títulos e honrarias a todos que as mereceram na última quarta-feira é, no mínimo, uma questão de valorização a quem, de uma forma ou de outra, contribuiu ou ainda contribui para a nossa Palmeira dos Índios andar um pouco mais pra frente.
Fica aqui, em nome da mídia em que me expresso, os nossos parabéns aos homenageados e aos que reconheceram e indicaram os nomes com perfeita justiça.


Parabéns pela matéria!