Da Redação
O número de vítimas fatais provocadas pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira (24) subiupara 1.430, conforme balanço oficial divulgado neste sábado (27) pelo governo venezuelano. A tragédia também deixou mais de 3 mil feridos e cerca de 3.100 pessoas desabrigadas, enquanto as equipes de resgate seguem trabalhando contra o tempo na busca por sobreviventes.

Os dois abalos sísmicos, registrados com menos de um minuto de diferença e magnitudes de 7,2 e 7,5, tiveram epicentro na região de El Guayabo, a aproximadamente 168 quilômetros de Caracas. A baixa profundidade dos tremores potencializou a destruição, atingindo áreas densamente povoadas da capital e cidades vizinhas.
Além do elevado número de mortos, a situação preocupa organismos internacionais. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que até 6,8 milhões de pessoas possam ter sido afetadas pelo desastre, enquanto o número de desaparecidos pode ultrapassar 50 mil, segundo o Escritório de Coordenação de Ajuda Humanitária da entidade.
As operações de socorro ganharam reforço internacional. Mais de 1.600 especialistas em resgate já desembarcaram na Venezuela, e novas equipes são aguardadas nas próximas horas. O Brasil também participa da missão humanitária, enviando médicos, cães farejadores e equipamentos especializados para auxiliar nas buscas.
Enquanto isso, cidades como La Guaira e bairros da região metropolitana de Caracas apresentam um cenário de devastação, com centenas de edifícios destruídos ou severamente danificados. O aeroporto internacional da capital permanece fechado, e milhares de pessoas continuam sem acesso a moradia.
Especialistas do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) alertam que, diante da intensidade dos tremores e da dimensão dos danos, o número de vítimas ainda pode aumentar significativamente à medida que os trabalhos de resgate avançam. A tragédia já é considerada o maior desastre sísmico registrado na Venezuela em mais de um século.
