
Na ocasião, Roberval – que também era vice-presidente da Câmara – foi detido em sua residência, onde foram apreendidos diversos cartões de crédito e talões de cheques clonados, um caderno com anotações e um veículo Corolla, com placa clonada de uma caminhonete e queixa de roubo, que estava na garagem. A partir da prisão do parlamentar, os agentes chegaram até os outros membros do grupo.
O vereador foi liberado três meses depois e retomou as atividades, mesmo estando em regime de prisão domiciliar. Em março deste ano, o prefeito do município, Edson Mateus, foi cassado pela Justiça Eleitoral, juntamente com seu vice, José Ailton Nascimento. Em seu lugar, assumiu interinamente o presidente da Câmara, Beto Policial, e Roberval – por ser vice-presidente da Câmara – ficou como vice-prefeito, entretanto voltou a ser preso em abril deste ano, dessa vez acusado de estelionato.
“Todo o processo foi feito de acordo com as leis federais, com a Lei Orgânica do município, Regimento Interno da Câmara e Código de Ética, e ao vereador foi dado amplo direito de defesa, mas o relator da Comissão de Ética entendeu que ele havia faltado com o decoro e recomendou a cassação, que foi aprovada pelo plenário”, explicou o suplente de vereador Davi Carvalho (PRB), que ocupará a vaga do vereador cassado.
Antes de cassar o mandato de Roberval, a Câmara já o havia destituído do cargo de vice-presidente da Casa.
