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Justiça determina júri popular para acusados de planejar assassinato de coordenador do CRB

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A Justiça de Alagoas determinou que dois homens acusados de participação no assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como Joba, de 33 anos, sejam submetidos a julgamento pelo Tribunal do Júri. A vítima atuava como coordenador das categorias de base do Clube de Regatas Brasil (CRB).

Os acusados são Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, apontado pelas investigações como mandante do crime, e Symeone Batista dos Santos, suspeito de ter participado da organização da execução.

A decisão foi proferida pelo juiz Yulli Roter Maia e publicada na última quinta-feira (29). Os dois réus responderão por homicídio doloso qualificado, com qualificadoras relacionadas ao pagamento pela execução e ao motivo torpe.

O magistrado também decidiu manter a prisão preventiva dos acusados, considerando a gravidade do crime e os indícios de planejamento apresentados no processo.

*Relembre o crime*

Joba foi assassinado no dia 23 de janeiro de 2026, no bairro Santa Lúcia, na parte alta de Maceió. Ele caminhava em direção a um ponto de embarque, de onde seguiria para o Centro de Treinamento Ninho do Galo, quando foi surpreendido e atingido por um disparo na cabeça.

O assassinato provocou grande repercussão no futebol alagoano, especialmente entre profissionais, atletas e torcedores do CRB.

Segundo as investigações da Polícia Civil, o crime teria sido planejado desde dezembro de 2025 e motivado por questões pessoais envolvendo ciúmes. A polícia apontou que Ruan teria oferecido R$ 10 mil para a execução.

Imagens de câmeras de segurança ajudaram os investigadores a identificar a participação de suspeitos. Symeone teria auxiliado na fuga do autor dos disparos e fornecido informações sobre o planejamento do homicídio.

Com a decisão judicial, os dois acusados serão submetidos ao Tribunal do Júri, que decidirá sobre a responsabilidade criminal de cada um. A data do julgamento ainda não foi divulgada.

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