
João Vitor foi o vencedor na categoria Mestre e Doutor. Ele analisou o impacto um modelo de manejo do pirarucu, peixe de alto valor comercial e cultural para a região do Amazonas, e que está ameaçado. O modelo estudado pelo pesquisador permite o abate modo mais consciente e sustentável. “É uma grande honra receber esse prêmio. Fico profundamente feliz com a possibilidade de divulgar e valorizar o trabalho que as comunidades rurais vêm fazendo na Amazônia”, afirmou.
Foi a preocupação com o impacto ambiental dessa prática que inspirou a tese de doutorado do biólogo, voltada para um manejo consciente do pirarucu e uso sustentável dos recursos naturais. “O modelo vem recuperando não só as populações de pirarucu mas outras espécies que garantem a segurança alimentar das comunidades, também estão sendo beneficiadas”, conta.
João Vítor – que é natural de Piedade (SP) – é bolsista de pós-doutorado na Ufal e também atua como pesquisador e professor colaborador no ICBS na área de Ecologia e Conservação. Ele conta que desde a infância sonhava em trabalhar na floresta amazônica. “Trabalho há dez anos na Amazônia. E isso era um sonho de criança que se tornou realidade”, diz ao reforçar a importância da preservação da floresta.
A inspiração para o estudo, explica o pesquisador, veio do trabalho que as comunidades da Reserva Extrativista do Médio Juruá vêm fazendo. “Quando cheguei à região, há dez anos, fiquei impressionado com essa organização social e quis investigar isso sob uma perspectiva científica”, conta. “A Amazônia representa a maior porção de floresta tropical que restou no mundo. Ela é fundamental para a regulação do clima, das chuvas e de processos ecológicos. Portanto, a conservação dela é uma responsabilidade mundial que se não for levada a sério pode impactar de forma severa a vida de milhões de pessoas”.
