
A intenção da estatal é alinhar os preços dos combustíveis no Brasil com os praticados no exterior e hoje, segundo informação da Globo News com base em cálculos de economistas que acompanham o mercado, a gasolina brasileira custa cerca de 30% mais do que a média dos valores no exterior, o que levaria a empresa a reduzir o preço da gasolina ainda este ano. Essa diferença e a perspectiva de corte nos custos de produção e refino apresentadas pela empresa vão pesar na decisão sobre os preços. Segundo a Petrobras, o custo de refino deve cair de US$ 0,49 mil por Unidade Equivalente de Capacidade de Destilação (UECD) em 2014 para uma média de US$ 0,29 mil/UECD entre 2017 e 2021.
Na apresentação, Parente fez questão de destacar a independência da Petrobras para estabelecer os preços dos combustíveis e em relação ao governo. Ele descartou o detalhamento prévio do plano estratégico e de negócios da estatal para a União, acionista controladora da companhia. Apesar disso, ele foi taxativo em dizer que o rumo da Petrobras está alinhado com o governo. “O plano tem dois anos de preparação, com mais aperto e mais austeridade para que a gente possa no final desses dois anos voltar a crescer em condições saudáveis”, afirmou o executivo.
O recuo de investimentos é tido pelo mercado como fundamental para assegurar o equilíbrio das finanças da estatal. No entanto, como a empresa representa cerca de 10% dos investimentos do país, a decisão é uma entrave para a recuperação da economia. Para o economista Walter de Vitto, analista da Tendências Consultoria, a redução de investimentos pode ser negativo, mas apenas no curto prazo. “A longo prazo, ter a empresa saneada significa que ela poderá investir mais, permitindo vislumbrar maior do aumento do PIB”, enfatizou.
Além da redução de investimentos, a Petrobras tem como meta arrecadar US$ 19,5 bilhões em parcerias e vendas de ativos para 2017 e 2018. Para isso, a estatal vai sair das atividades petroquímica, de produção de biocombustíveis, distribuição de GLP e de produção de fertilizantes No segmento de gás, a intenção é “adequar a participação da companhia” e, no setor de energia, “reorganizar as participações societárias”. (Com agências)
