
Em nota, a Polícia Federal lamentou o ocorrido e disse que presta apoio ao policial federal Maurício de Carvalho Pinheiro, pai do estudante. O policial militar Paulo César de Souza Guirra, de 37 anos, atua na cidade de Aragarças (GO) e negou à Polícia Civil ter cometido o crime.
As testemunhas disseram à Polícia Civil que o policial militar chegou na boate e atirou contra o estudante, que dançava no local. “A versão dele [do policial] é uma coisa e a versão das testemunhas é outra. Ele diz que teria sido agredido pela vítima, mas é uma versão isolada e tudo aponta ao contrário”, informou o delegado Joaquim Leitão Júnior.
“Ele [o policial] chegou atirando e teria feito uma ameaça do tipo ‘não mexer mais com policial’. Ele deu azar porque tinham policiais à paisana no local e o imobilizaram logo após os disparos. A arma [usada no crime] era particular e ele tinha registro”, declarou Júnior. De acordo com o delegado, a marca de tiro na mão indica que Maurício teria tentado se defender, colocando a mão na frente.
O policial militar ainda deve ser transferido para uma unidade prisional específica para militares, no entanto, não há confirmação se será em Mato Grosso ou em Goiás, estado onde ele atua. A Polícia Federal informou que o corpo de Maurício está sendo velado na Casa de Velório. O enterro está previsto para as 18h no cemitério local.
