
Francisco saiu na quinta-feira (30) de Alexânia, no Entorno do Distrito Federal, em direção ao Palácio do Planalto, em Brasília. Mesmo sendo aposentado por invalidez devido a graves problemas cardíacos, ele decidiu arriscar a própria vida e fazer a peregrinação de 95 km carregando o objeto de madeira, com 4,5 metros de altura.
“Espero que a presidente Dilma Rousseff se sensibilize e me ajude a conseguir o financiamento estudantil, que minha filha continue estudando”, disse.
A universitária Bruna Larissa Vitti Cândido, de 21 anos, começou a cursar medicina em agosto de 2014 no Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (Imepac), em Araguari (MG). Desde então, ela tenta ser beneficiada pelo Fies ou pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), mas não consegue.
Depois de quatro anos tentando ser aprovada em uma faculdade, Bruna contava que conseguiria ser beneficiada por algum dos programas do governo federal. “A gente lutou muito, tive muitos problemas e, quando consegui entrar, vou ter que parar porque não tenho incentivo nenhum”, lamenta.
Francisco, a mulher e os dois filhos vivem com cerca de R$ 3 mil por mês, dinheiro da aposentadoria do produtor e da produção da horta. No entanto, só a mensalidade da faculdade de Bruna custa R$ 5,3 mil, fora os gastos com estadia, pois a sede da instituição é em outro estado.
Fonte> G1
