
Flávia Sampaio, mãe do terceiro filho de Eike, fez graça nesta terça-feira numa rede social com o fato do instrumento ter sido levado para o mesmo endereço de carros de Eike flagrados em poder do magistrado. Ela cita três tentativas de retirada do piano da residência.
O piano não está na casa do juiz. Mas ela acerta na trajetória desafinada do instrumento. Pelo tamanho — é um piano meia-cauda branco — não foi possível levar o instrumento da casa de Eike no dia da operação policial, no início de fevereiro. Com isso, o próprio empresário foi nomeado como depositário deste e de outros bens até que a retirada fosse realizada, informou o juiz.
A Casa Bethoven, especializada em transporte de instrumentos, foi a primeira chamada para fazer o serviço. Por não contar com um carro grande o suficiente, acabou deixando a residência do ex-bilionário sem cumprir a tarefa.
Na semana seguinte, no mesmo dia em que a PF apreendeu carros na casa da ex-modelo Luma de Oliveira e ex-mulher de Eike, houve uma nova tentativa de se levar o piano. Mas a história se repetiu. Desta vez, uma picape da Trans Félix, transportadora de pianos, deixou o Jardim Botânico de caçamba vazia por dois motivos. Primeiro, não comportaria o piano. Depois, faltava a autorização judicial para completar o serviço.
Somente na terceira investida o instrumento deixou de tocar na casa de Eike. E está guardado na casa de um vizinho do juiz, na Barra.
“Isso não pode ser feito assim. O juiz precisa nomear um fiel depositário e que não pode ser uma pessoa próxima, um vizinho”, questionou Bermudes.
