
A embarcação, com cerca de 80 pessoas a bordo, saiu por volta das 13h da Marina da Glória, Zona Sul do Rio, e seguia para Niterói, na Região Metropolitana. A pausa para o mergulho foi feita em Jurujuba.
“Meu irmão foi para essa festa e o amigo que estava com ele disse que a escuna parou e os dois pularam no mar. Ele afundou duas vezes, o amigo conseguiu segurar, mas na terceira, ele afundou direto. Ninguém pulou de imediato para ajudar”, disse. “Ninguém ajudou meu irmão e, pelo que eu já soube, a festa continuou depois dessa fatalidade”, contou ao G1 Michele Lopes, irmã de Daniel.
O amigo que estava com Daniel, Phelipe Ribeiro, afirmou que o fisiculturista pulou na água e que tudo foi muito rápido. Os dois, que pagaram R$ 70 pela festa, tiraram uma foto no barco, momentos antes de Daniel sumir no mar. “Um amigo chegou a pedir para ele colocar o colete. Segurei ele duas vezes, mas na terceira ele afundou. Não consegui mais achá-lo, o mar estava escuro demais”, lamentou.
Festa aberta ao público
Um dos organizadores do evento, Michael Rodriguez, afirmou que a festa no barco era aberta, mas que a maioria das pessoas eram conhecidas. Segundo ele, que disse conhecer a vítima só de vista, o barco continha equipamento de segurança e coletes salva-vidas.
“O barco já faz festas, é próprio pra isso, e não é a primeira vez q a gente faz festa nesse barco. Na hora, o pessoal pulou pra tentar salvar, mas não achou, ele já tinha afundado. Acionamos o Corpo de Bombeiros e a Marinha, eles fizeram buscas, mas não encontraram nada”, disse Michael. O caso foi registrado na 10ª DP (Botafogo).
Fonte: G1
