A Justiça de Alagoas condenou, nesta quarta-feira (4), Anderson Gonçalves a 67 anos, quatro meses e 15 dias de prisão pelo estupro e assassinato de Cícera Laura da Silva, de 47 anos. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri, no Fórum de Arapiraca, no Agreste alagoano.
O réu foi considerado culpado pelos crimes de feminicídio, estupro e ocultação de cadáver. A sentença estabelece o cumprimento da pena inicialmente em regime fechado.
Durante o julgamento, foram apresentados detalhes das investigações e do histórico criminal do condenado. Natural do Rio Grande do Sul, Anderson já havia cumprido pena por estupro e também possuía antecedentes por roubo.
Na decisão, a Justiça considerou a gravidade dos crimes e as circunstâncias em que a vítima foi atacada.
RELEMBRE O CASO
Cícera Laura desapareceu no início de janeiro de 2026, após sair de casa para realizar sua caminhada habitual no Bosque das Arapiracas.
A mulher foi abordada pelo agressor e levada para uma área de vegetação, onde foi vítima de violência sexual e assassinada. Seu corpo foi localizado durante as buscas realizadas após o desaparecimento.
O crime provocou forte comoção entre os moradores de Arapiraca e gerou manifestações de familiares e da população, que cobravam justiça.
Anderson Gonçalves foi preso no dia 7 de janeiro, durante uma operação da Polícia Civil de Alagoas. Ele foi encontrado em uma serralharia no bairro Alto do Cruzeiro, onde trabalhava.
Durante as investigações, policiais apreenderam roupas e outros materiais na residência do acusado, que poderiam ter relação com o crime.
O condenado confessou o assassinato, mas negou ter cometido violência sexual. Apesar da negativa, os jurados reconheceram sua responsabilidade pelos três crimes.
Após a prisão, outras duas mulheres também procuraram a Polícia Civil para relatar supostos episódios de importunação sexual atribuídos a Anderson.
CONDENAÇÃO
A pena aplicada pela Justiça foi resultado da soma das punições pelos três crimes. A sentença também determinou o início imediato do cumprimento da pena.
O julgamento representa uma etapa importante na responsabilização pelo crime que abalou Arapiraca e mobilizou a população em busca de justiça para Cícera Laura e seus familiares.

