Brasil

Filha de Vampeta é presa, relata agressão do marido e internação

Publicidade

Giovanna Batista Santos, filha do ex-jogador Vampeta, relata agressões após prisão nos EUA

Giovanna Batista Santos, de 23 anos, filha do ex-jogador de futebol Vampeta, foi presa na Flórida, nos Estados Unidos, sob acusação de violência doméstica. Ela foi liberada após pagar uma fiança de US$ 500 (cerca de R$ 2,7 mil).

Após deixar a prisão, Giovanna apresentou sua versão dos fatos. Segundo ela, foi vítima de agressões cometidas pelo marido e ainda teve sua saúde colocada em risco por permanecer cerca de 24 horas sem receber os medicamentos indispensáveis para o tratamento que realiza desde um transplante de coração.

Em entrevista à revista Quem, Giovanna revelou que, logo após ser liberada, precisou ser levada às pressas para um hospital, onde permaneceu internada por dois dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ela recebeu alta no último sábado (1º/8).

“Casei-me com meu marido porque o amava e acreditava que estávamos construindo um futuro juntos. Permanecemos casados por aproximadamente dois anos. Durante todo esse período, confiei plenamente nele e jamais imaginei que nosso relacionamento terminaria da forma como terminou. Olhando para trás, hoje acredito que ele pode ter se casado comigo principalmente para obter benefícios imigratórios, e não porque realmente desejava construir uma vida ao meu lado”, declarou.

De acordo com Giovanna, a confusão teve início após um desentendimento motivado por um comportamento do marido na noite anterior.

“Embora eu tenha ficado extremamente desconfortável com essa situação, decidi evitar uma discussão e fui me deitar. Na manhã seguinte, ao conversarmos sobre o ocorrido da noite anterior, a situação evoluiu para uma discussão”, contou.

Ela afirma que, durante a conversa, passou a se sentir intimidada.

“Meu marido aproximou-se de forma extremamente intimidante, ficando com o rosto muito próximo ao meu, apontando os dedos para mim e fazendo ameaças. Senti-me intimidada e com medo da situação.”

Segundo Giovanna, ela pediu para que o marido deixasse o apartamento, mas o episódio terminou em agressão física.

“Ele me empurrou contra a porta. Assustada com a agressão, eu o empurrei de volta na tentativa de me afastar e me proteger. Imediatamente depois, ele me agarrou, me encurralou, me jogou no sofá, me imobilizou e passou a me agredir fisicamente. Em consequência de suas agressões, fiquei com diversos hematomas pelo corpo”, relatou.

Ainda conforme seu relato, após deixar o apartamento, o marido acionou a polícia e a acusou de agressão. Mesmo apresentando lesões pelo corpo, Giovanna afirma que foi presa.

A jovem também criticou o tratamento recebido durante o período em que permaneceu detida. Transplantada do coração, ela disse que informou diversas vezes às autoridades sobre a necessidade do uso contínuo de medicamentos antirrejeição e remédios para controle da pressão arterial, mas não recebeu a medicação.

“Enquanto estava detida, informei repetidamente aos funcionários da unidade prisional que sou transplantada do coração e que faço uso contínuo de medicamentos antirrejeição indispensáveis para manter o órgão transplantado, além de medicamentos para controlar a pressão arterial. Apesar de terem sido informados sobre minha grave condição de saúde, não me forneceram os medicamentos prescritos durante as aproximadamente 24 horas em que permaneci sob custódia”, afirmou.

Após a liberação, Giovanna precisou ser hospitalizada e permaneceu dois dias internada na UTI antes de receber alta.

Publicidade