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Mulher faz homem gastar cerca de 200 mil durante três anos com falsa gravidez de gêmeos

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Um homem britânico viveu durante anos acreditando que era pai de duas crianças e chegou a enviar cerca de £30 mil, aproximandamente 200 mil reais durante três anos, para sustentar a companheira e os supostos filhos. A história, porém, terminou diante da Justiça, que concluiu que os bebês provavelmente nunca existiram.

Foto: Reprodução

O casal se conheceu durante a pandemia e retomou o relacionamento depois de um período de afastamento. Jane, nome fictício usado no caso, contou a John que estava grávida e que o bebê nasceria em agosto de 2024. Pouco antes da data prevista para o parto, os dois discutiram e se separaram.

Mesmo distante, John continuou enviando dinheiro para Jane e acreditava receber notícias dos filhos por meio de fotografias e atualizações encaminhadas por ela. A mãe dele também teria visto Jane grávida e, posteriormente, recebeu a informação de que o bebê havia nascido.

Em outubro de 2024, John procurou a Justiça para descobrir onde estavam as crianças e tentar obter a responsabilidade parental. Foi então que o caso tomou outro rumo. Jane entrou com um pedido de medida protetiva contra ele, acusando-o de abusos verbal, físico e sexual.

Durante o processo, segundo informações publicadas pelo The Telegraph e pelo The Times, Jane teria afirmado a John que havia vendido os dois bebês por £500. Na audiência, entretanto, o advogado da mulher declarou que ela não tinha filhos com John. Ela alegou ter sofrido dois abortos espontâneos.

A Justiça não encontrou registros que comprovassem os supostos nascimentos. A magistrada também destacou que não havia evidências no celular de Jane nem registros junto às autoridades locais ou à polícia que confirmassem a existência das crianças.

Diante das contradições, a juíza afirmou que o caso apresentava dois cenários considerados “extremamente improváveis” e “bizarros”. Segundo ela, a hipótese mais provável era que Jane tivesse sustentado uma mentira por cerca de três anos, levando John a acreditar que seria, e depois que havia se tornado, pai.

A magistrada classificou o comportamento como cruel, destacando que a situação não afetou apenas John, mas também a mãe dele, que acreditava ter se tornado avó.

O caso deixou o homem diante de uma descoberta devastadora: além de não ter encontrado os filhos que acreditava ter, ele teria passado anos sustentando uma história que, segundo a Justiça, provavelmente nunca aconteceu.

 

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