
O anúncio do início das operações da Bioflex Agroindustrial foi feito na manhã de ontem em entrevista coletiva pelo seu presidente, Bernardo Gradin, que classifica a fábrica de Alagoas como um marco histórico e uma aposta na inovação. “Conseguimos fazer o que parecia impossível, construir uma planta em tempo recorde e com engajamento de cientistas brasileiros. Produzimos em Alagoas, hoje, o combustível mais limpo do mundo”, afirmou.
Utilizando uma matéria-prima não aproveitada pelas usinas de açúcar e álcool locais, a palha da cana, a planta que representou um investimento de R$ 265 milhões já deve produzir 250 milhões de litros de etanol 2G em outubro e tem capacidade total de fabricar 82 milhões de litros, o que deve ser atingido em seis meses.
Nesse primeiro momento, a produção será toda comercializada no mercado doméstico e em seis meses metade do volume tem como foco a Califórnia, onde há uma ótima remuneração do combustível. Aqui em Alagoas, onde há 275 pessoas trabalhando na indústria e na colheita da palha, a empresa tem como sócio o Grupo Carlos Lyra na primeira geração, com o fornecimento de matéria-prima.
Questionado sobre a situação de crise e frustração de moagem sucessivas pelas usinas alagoanas nos últimos anos, e se isso pode contaminar o projeto Bioflex pelo fato de sua operação estar atrelada à primeira geração, Gradin afirmou que o etanol celulósico, que poderá chegar a um custo de produção 20% menor que o de 1ª geração, pode ser justamente uma das saídas para o setor local.
Fonte: GazetaWeb
