
A cena, que fez sucesso nas redes, não deve ser raridade nos próximos meses, já que os pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus), originários das Ilhas Malvinas, da Argentina e do Chile costumam passar as “férias” no Brasil entre junho e outubro, especialmente no Sul e no Sudeste do país.
Os pinguins não são os únicos visitantes ilustres do mar brasileiro durante o inverno no Hemisfério Sul. As aparições de baleias jubartes também são conhecidas e, nos últimos anos, mais frequentes até mesmo em praias paulistas, como Peruíbe, Guarujá e Ilhabela, fora do polo onde são historicamente mais comuns, no mar entre o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo.
No caso das gigantes de áreas antárticas, elas migram para os mares brasileiros em busca de águas rasas e seguras para reprodução, criação e amamentação de filhotes.
Consultoria orienta moradores no resgate de pinguins. O CTA Meio Ambiente, empresa de consultoria ambiental com bases no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Natal, orienta turistas que encontrem com pinguins a não tentar alimentá-los ou colocá-los em gelo.
A equipe especializada, que auxilia projetos em regiões de bacias da Petrobras, também afirma que a ave só deve ser capturada em caso de encalhe e então colocada em local seco, aquecido e com sombra.
A empresa explica que a espécie que chega ao Brasil costuma migrar fugindo do frio extremo na Patagônia, em busca de alimento e águas mais quentes. Alguns deles chegam exaustos, o que facilita o encalhe.
“Se o pinguim estiver fraco, boiando próximo à praia, ‘capotando’ nas ondas, sendo jogado contra as pedras, ou cansado na areia, você pode capturá-lo, para manter o animal em segurança, enquanto aciona os órgãos ambientais de sua região”, detalhou também Marcelo Gah, dono da página Drone Adventures Brazil, que compartilhou o vídeo feito terça-feira no Rio de Janeiro.
“Com tranquilidade e sem movimentos bruscos, segure o pinguim pelas costas, use as palmas das mãos abertas sobre as asas, segurando-o de maneira firme, mas sem apertar muito. Evite aproximar seu rosto do animal, que mesmo exausto, pode tentar bicar você num instinto de autopreservação”, continuou o manual.
A orientação para os moradores é que, caso encontrem animais marinhos encalhados na praia, vivos ou mortos, acionem o mais rápido possível as centrais de emergência do CTA Meio Ambiente pelo número 0800 026 2828.
