Segundo as investigações, os criminosos têm “estrutura típica de guerra”, com centenas de “soldados munidos com fuzis, pistolas, granadas, coletes balísticos, roupas camufladas e todo tipo de acessórios militares”.
O grupo, considerado um dos quartéis-generais da facção Comando Vermelho na região, alicia crianças e adolescentes para praticar crimes, como o tráfico de drogas, roubos e homicídios.
Mortos e feridos
O policial civil André Frias, agente da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), morreu após ser baleado na cabeça. Levado ao Hospital Municipal Salgado Filho com quadro clínico considerado grave, ele não resistiu.
Outros dois policiais foram atingidos de raspão, no braço e panturrilha, e têm quadros estáveis. Ao todo, 21 traficantes foram identificados e são procurados pela polícia local.
De acordo com a Polícia Civil, entre os mortos, estão 24 criminosos. Até o início da tarde, seis pessoas tinham sido presas. Foram apreendidas muitas armas e até munição antitanque.
O que diz o governo do RJ
Em nota divulga à imprensa, o governo do Rio de Janeiro afirmou que a operação “foi pautada e orientada por um longo e detalhado trabalho de inteligência e investigação, que demorou 10 meses para ser concluído”.
“Para garantir a transparência e a lisura da operação, todos os locais de confrontos e mortes foram periciados. É lastimável que um território tão vasto seja dominado por uma facção criminosa que usa armas de guerra para oprimir milhares de famílias”, disse o governo estadual, ainda lamentando os óbitos.