
Ainda neste ano, após o mundo ser acometido pela pandemia da Covid-19, que teve reflexos aqui (com mais de setenta óbitos), a administração já pensava em colocar em prática uma ampla reforma administrativa. Começando no dia de ontem a mudança do ex-secretário de Saúde, Diorgenes Costa, que foi exonerado do cargo e substituído prontamente por Marcos Rêgo, agora, ex-secretário de Planejamento.
O fato é que a “dança das cadeiras” ocorrerá, e nomes serão ceifados, substituídos e, outros tantos, já estão sendo cortejados para que se somem à empreitada de Júlio Cezar, que é a de superar a gestão anterior e atender os anseios da população, já que poucas ações de relevância foram postas em prática durante a pandemia pela pasta da Saúde.
Segundo informações de bastidores, ao menos quatro Secretarias contarão com novos gestores. Uma delas, a infraestrutura, que tem como gestor, o engenheiro civil Tiago Diógenes, que pode ser substituído pelo atual secretário de Agricultura do Estado, João Lessa. A pasta que Lessa ocupa está na cota do deputado federal Marx Beltrão (PSD), que já pediu para trocar o titular para compor o time de Renan Filho. O indicado é o irmão dele, Maykon Beltrão, que perdeu a disputa para a prefeitura de Coruripe contra Marcelo Beltrão.
Lessa foi indicado pelo deputado federal. A proposta seria mantê-lo como adjunto, só que não foi aceita e tudo aponta para a nomeação de Maykon.
Outra suposição, é a Secretaria de Articulação, ocupada pelo ex-vereador Antônio Fonseca, que pouco tem feito para diminuir o impacto entre Executivo e Legislativo.
Ainda segundo informações, a tentativa de JC é tornar “as rotinas mais inteligentes”. O papel dos servidores de carreira deve ser valorizado.
A tendência é que os espaços de tomadas de decisão fiquem concentrados naqueles que durante a pandemia ajudaram o prefeito na condução do município. Devido ao alto índice de casos confirmados e mortes, a saúde seguirá sendo o carro-chefe, mas a ela se soma a urgência de dar um enfoque maior à economia local que passa por situação difícil por causa da regressão à fase vermelha.
As expectativas vêm se elevando entre os gestores. A ideia é que ele faça frente a um movimento que traga para o entorno dele as questões mais administrativas e estruturais da máquina pública. Se isso vier a ocorrer, Júlio Cezar ficaria mais livre para tratar das questões políticas como, por exemplo, a busca por recursos junto aos governos federal e estadual e, ainda, estreitar as relações com o Legislativo – uma situação em que o governo falhou na interlocução nos últimos meses.
