
Fournier, que tem agora 55 anos, carrega no currículo títulos como uma Ligue 1, uma Copa da Liga Francesa, uma Supercopa da França e duas Copas da França, além da Recopa da Europa de 1995/96, na época o segundo torneio de maior prestígio no continente, sendo vice da edição seguinte (perdida para o Barcelona) e também o vice da Supercopa da Europa.
Ou seja, ele tem autoridade e idolatria dos torcedores para falar do PSG.
E a maior decepção dele, no que diz respeito à decisão de domingo, foi com a atuação do Neymar. O francês admitiu que esperava mais do brasileiro, que o sentiu apagado, e também viu Mbappé bem abaixo.
“Eu esperava um jogo de alto nível deles. Foi o momento, a combinação perfeita para eles. Mas tive a impressão de que faltou algo. Na partida, Neymar foi o mais decepcionante. Ele não era o mesmo dos jogos contra a Atalanta (quartas de final) ou RB Leipzig (semifinal)”, disse Fournier ao “Le Parisien”, em edição publicada nesta segunda-feira (24).
“Ele não estava tão sorridente. Mostrou em seu rosto. Depois do tiro livre contra o RB Leipzig, ele estava rindo. Contra o Bayern, não foi o caso. Desde o início ele parecia tenso. É normal ficar tenso quando você joga uma final, eu experimentei isso, mas é incrível da parte dele. Talvez ele tenha colocado muita pressão sobre si mesmo. Talvez nós colocamos muito nele”, completou.
Tendo sido esta a primeira final da Champions League do PSG, Fournier disse acreditar que o clube deve investir para ter nomes a altura de Neymar e Mbappé, reconhecendo, porém, que Di María pode ser eventualmente o jogador para completar a dupla.
A Qatar Sports Investment comprou o PSG em 2011, tendo o catariano Nasser Al-Khelaïfi assumido como presidente do clube e não poupado esforços para conseguir títulos.
Foram sete títulos da Ligue1 (antes, o clube tinha apenas dois), cinco da Copa da França (antes, o PSG havia vencido oito edições) e seis da Copa da Liga da França (antes, tinha três).
Ainda teve sete triunfos na Supercopa da França (dois apenas no período anterior) e o vice da Champions League, sem dúvida a taça mais cobiçada pelo presidente catariano.
ESPN
