
Comunicado da decisão, ainda nesta quarta-feira (13), o defensor já protocolou habeas corpus no Tribunal de Justiça de Alagoas, onde o caso será agora apreciado por um desembargador.
José Roberto é padrasto do menino Danilo Almeida – morto a facadas, em outubro – crime até agora não elucidado pela polícia. À Defensoria Pública, ele e a esposa chegaram a denunciar que delegados teriam praticado tortura psicológica.
Essa semana, a Polícia Civil divulgou que mais uma vítima denunciou o preso por agressão, caso que teria ocorrido em 2014, em Maceió. A vítima teria relatado para a polícia que foi agredida fisicamente por ele com socos na boca e braço.
O defensor público Marcos Freire tinha protocolado, na última segunda-feira (11), o pedido de revogação da prisão preventiva de José Roberto, apontado como suspeito de crimes contra a ex-mulher e a enteada entre os anos de 2009 e 2010, quando ainda morava em Arapiraca.
Consta envolvimento de José Roberto na prática de estupro de vulnerável, lesão corporal, cárcere privado e tentativa de homicídio. A prisão ocorreu após diligência no último dia 7, pelos delegados Bruno Emílio, Eduardo Mero, Fábio Costa e Thiago Prado.
“Entendo que não estão presentes os requisitos para a prisão preventiva. Vejo alguns pontos que chamam a atenção nesse caso, primeiro em relação ao tempo que se deram os fatos e que somente agora foram investigados; segundo, foram investigados pelos próprios policiais de Maceió que foram denunciados pela prática de tortura e em terceiro como se deu o caso, pediram a prisão e ele sequer foi ouvido sobre os fatos. O mandado foi expedido e com 39 minutos depois que a delegacia recebeu o mandado, a prisão já estava sendo cumprida em Maceió”, afirmou o defensor Marcos Freire, ao justificar o pedido de soltura de José Roberto.
