
É que o imbróglio envolvendo Executivo e Legislativo acerca de um empréstimo na ordem de R$ 1o milhões de reais, tem gerado desentendimento entre os poderes. No programa, Julio Cezar (PSB) afirmou que já tinha repassado os documentos necessários para os vereadores, o que foi rebatido pelo presidente da Câmara. “O projeto foi aprovado pela Casa inicialmente. À princípio, o banco teria como garantia o ICMS. Após três meses, o projeto volta com a solicitação que a Câmara realizasse a mudança da cobrança no ICMS, passando a ter como garantia o FPM. A Câmara pediu um estudo apontando os recursos e valores que serão gastos, e o impacto financeiro da folha, e isso ainda não recebemos até o momento”, afirmou.
Agenor ainda frisou que o prefeito Julio Cezar está pressionando a Câmara e tentando jogar a população contra os vereadores. “Não estamos bloqueando nenhum projeto. Fico indignado, porque Julio sempre teve um bom relacionamento com a câmara e está tendo a maior chance da vida dele de tocar esse município bem e em harmonia. Mas ao invés de trabalhar, fica fazendo picuinha com a câmara. Não queira induzir o povo à erro. E o prefeito hoje culpa que tem vereadores bloqueando alguma coisa. E o prefeito hoje culpa que tem vereadores bloqueando o empréstimo. Se ele está dando ouvido para alguma raposa velha para bloquear o andamento da Câmara, para bloquear o andamento do município, a culpa é dele, não é nossa”, disparou Leôncio.
Ele frisou que é grato ao desempenho dos demais vereadores na busca de recursos e de soluções para Palmeira dos Índios. Por outro lado, pontuou que é o presidente da Mesa Diretora, até o final do próximo ano, e que vai continuar a apoiar os vereadores.
O presidente disse ainda que o projeto não será votado antes da prefeitura enviar os documentos solicitados pela procuradoria da Câmara. “Não podemos aprovar um empréstimo de R$ 10 milhões, dando como garantia a única fonte de renda fixa do município. Vamos ver o impacto financeiro que esse empréstimo vai causar para em seguida votar. Não adianta querer nos jogar contra a sociedade. É um ato irresponsável! O prefeito precisa cumprir seu papel de executar, e nós, de fiscalizar. Esse papel que Julio Cezar está fazendo é politiqueiro e de perseguição. Não se faz obra sem ter um projeto na mão. Não se sabe o custo benefício que isso vai ter. Não adianta chegar aqui e falar que a população está sendo prejudicada. Mais prejudicada ficará se funcionários tiverem os salários comprometidos” , pontuou.
