
Arlete foi diagnosticada com transtorno de personalidade e, por isso, deve permanecer no Centro Psiquiátrico Judiciário para realizar tratamento. O juiz John Silas da Silva, que presidiu o julgamento, declarou que caso ela fosse encaminhada diretamente para o presídio o tratamento seria interrompido. Arlete ficará sob tratamento até que um novo laudo seja realizado.
O júri acolheu a tese do Ministério Público (MP) e condenou a ré por duplo homicídio qualificado. Durante o julgamento, a defesa alegou que Arlete estava “possuída” e teria agido por motivada por “perturbação mental e espiritual”. Após a setença, os advogados da ré afirmaram que vão recorrer da decisão.
O crime ocorreu na madrugada do dia 29 de setembro de 2009, no bairro Tabuleiro do Martins, Parte alta de Maceió. Antony Pedro Santos Nobre, de 7 anos, foi estrangulado e Abelardo Pedro Nobre Neto, de 12, asfixiado e esfaqueado pela mãe. Arlene ainda tentou asfixiar o filho mais velho, de 15 anos, mas desistiu após o jovem acordar.
O julgamento
Pela manhã foram ouvidos um psicólogo e um psiquiatra. A ré preferiu ficar em silêncio. O psiquiatra Ronaldo Lopes, que atuou como perito do caso, disse que Arlene sofre de transtorno de personalidade borderline e que o referido transtorno fica no campo da perturbação mental, não se caracterizando como uma doença mental.
O psicólogo José Adão Lima atuou em conjunto com o psiquiatra e alegou que Arlene agiu com “consciência plena”. Ele contou que foram aplicados testes psicológicos e realizada uma entrevista clínica, mas que nenhuma patologia foi encontrada e sim conflitos intrapsíquicos
O ex-marido da acusada, Abelardo Pedro, disse ter sofrido ameaças de Arlene por meses e não imaginava que ela seria capaz de agredir as crianças.
O filho sobrevivente do casal, Arlanicson Pedro Santos Nobre, hoje com 23 anos, também depôs. Ele contou que a mãe tentou asfixiá-lo com um pano e afirmou ela havia matado seus irmãos.
TJ/AL
