
Anaquim responde em liberdade ao processo. Ele alega que sofreu um apagão durante uma crise de epilepsia. O motorista não poderia estar dirigindo por estar com a habilitação suspensa. Em cinco anos, acumulou 14 multas e 62 pontos na carteira. Ele alega que não foi notificado da suspensão do direito de dirigir.
Na semana passada, os pais de Maria Louise, a bebê de 8 meses que morreu atropelada em Copacabana, vão pedir na Justiça que o motorista do carro seja acusado de crime dolosos (com intenção de matar), e não culposo (sem intenção), como ele foi indiciado. De acordo com Carlos Alberto Nascimento, advogado dos pais da menina, o administrador deveria ter sido preso em flagrante pelo crime de homicídio doloso causado por dolo eventual. Segundo ele, ao dirigir com a carteira de habilitação vencida, além de mentir no formulário do Detran e afirmar que não possui nenhuma doença, como epilepsia, ele assumiu o risco de matar.
Acidente aconteceu por volta das 20h30m do dia 18 de janeiro, na Avenida Atlântica. A criança chegou a ser levada para a UPA do bairro, mas não resistiu. Além da criança, 17 pessoas ficaram feridas. O carro desgovernado subiu o calçadão, atravessou a ciclovia e invadiu a areia da praia. O atropelamento aconteceu numa noite de intenso calor, quando a orla ainda estava cheia, e provocou pânico e desespero.
