Brasil

Mulher é assediada ao ser agarrada e mordida por instrutor em academia

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Uma professora de filosofia, de 36 anos, denunciou um instrutor de academia por importunação sexual após, segundo o relato dela, ser alvo de comportamentos invasivos durante os treinos em um estabelecimento no bairro de Passarinho, na Zona Norte do Recife (PE). Câmeras de segurança registraram o momento em que a mulher é agarrada e mordida pelo profissional.

Aluna da academia há cerca de um ano, a professora afirmou que o instrutor costumava tocar suas costas e abraçá-la sem autorização. A situação teria se agravado em maio, quando, conforme o relato da vítima, o profissional a segurou pela cintura, simulou que iria colocá-la no chão, levantou-a e a mordeu no ombro.

Após o episódio, ainda no mesmo dia, a mulher comunicou o caso à proprietária da academia. Dois dias depois, ela prestou depoimento e registrou um boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher do Recife.

A Polícia Civil de Pernambuco instaurou um inquérito para investigar o caso.

Na terça-feira (19/8), cerca de três meses após o episódio, a professora reencontrou o instrutor trabalhando no estabelecimento. Ao questionar a proprietária sobre a presença dele, recebeu como justificativa que dois profissionais estavam afastados após sofrerem acidentes e que havia necessidade de cobertura.

Em nota, a academia afirmou que tomou conhecimento do caso em maio e adotou as providências cabíveis, “inclusive com o desligamento do profissional envolvido”. O estabelecimento também declarou que prestou assistência à aluna e disponibilizou às autoridades as imagens do circuito interno que registraram o episódio.

A academia, no entanto, esclareceu que o instrutor não foi recontratado nem readmitido. Segundo a instituição, ele teria sido chamado excepcionalmente para cobrir duas diárias após o afastamento médico simultâneo de integrantes da equipe e diante de tentativas, sem sucesso, de encontrar substitutos.

Ainda conforme a academia, antes de realizar a cobertura temporária, o antigo funcionário informou à administração que não havia recebido notificação, intimação ou qualquer outro chamado de autoridade relacionado ao caso. A instituição afirmou também que, até aquele momento, não tinha conhecimento de novos desdobramentos formais da investigação.

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