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Adolescente com deficiência intelectual é espancado dentro de escola estadual em Atalaia; Polícia Civil investiga o caso

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Da Redação

Um adolescente de 16 anos, diagnosticado com deficiência intelectual e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), foi vítima de agressões dentro da Escola Estadual Floriano Peixoto, no município de Atalaia. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

Foto: Reprodução

Vídeos gravados por testemunhas mostram o momento em que o estudante é perseguido e agredido com socos e chutes por outro aluno. Nas imagens, a vítima tenta se defender e fugir, mas continua sendo atacada.

Segundo as informações apuradas, o desentendimento teria começado durante uma partida de futebol. Os dois adolescentes chegaram a ser separados, porém voltaram a discutir dentro da unidade de ensino, quando ocorreram as agressões.
De acordo com a mãe da vítima, o filho sofreu ferimentos graves, incluindo uma lesão no pulmão e deslocamento parcial da clavícula. O adolescente precisou ser transferido para Maceió, onde recebeu atendimento médico especializado.
A mãe também questionou a demora para conter a violência. Ela afirmou que o filho correu pelos corredores da escola na tentativa de escapar das agressões e chegou a entrar em uma sala de aula, mas continuou sendo perseguido. A situação só foi controlada após a direção da escola ser acionada.
A Polícia Civil informou que testemunhas foram intimadas para prestar depoimento no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp) de Atalaia. O adolescente apontado como autor das agressões será ouvido acompanhado da mãe, conforme prevê a legislação para menores de idade. A vítima também passará por exame de corpo de delito, e um boletim de ocorrência circunstanciado será encaminhado ao Poder Judiciário.
Em nota, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) informou que adotou as medidas cabíveis. Segundo a pasta, a equipe pedagógica interveio para interromper o conflito, os familiares dos dois estudantes foram chamados à escola e o aluno apontado como agressor foi afastado da unidade. A Seduc também orientou a família da vítima a registrar boletim de ocorrência para que o caso fosse investigado.

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