
Em 4 de outubro, em um discurso feito para um plenário vazio, ele criticou a gestão do prefeito Ney Santos (Republicanos) por transferir cerca de R$ 2 milhões em recursos da Saúde para custear um festival que teria apresentação de artistas como Wesley Safadão, Leonardo e a dupla Jorge e Mateus.
Contudo, ao fazer as críticas, ele terminou por mirar também os demais parlamentares, que haviam deixado a sessão. “Os vereadores foram em bando, embora, como ratos”, afirmou Abidan. Para o restante da Câmara, a fala deu embasamento para a abertura do processo de cassação.
Na sessão desta quarta, que durou quatro horas, 14 vereadores votaram pela perda de mandato e fizeram discursos destacando que a fala foi desrespeitosa a todos os vereadores. O vereador Gideon Santos (Republicanos) votou contra a perda de mandato.
Abidan, por sua vez, disse que irá apresentar um recurso contra a cassação, que ele classificou como “perseguição política”.
“Se falar a verdade ao criticar a prefeitura, pedir por melhorias para a cidade e lutar pelo povo for crime, eu pago o preço que for. Tenho disposição e coragem para isso”, disse o parlamentar, pouco antes da divulgação do resultado.
