
“Em muitos casos os pacientes poderiam ser tratados e cuidados em suas cidades, com transferência apenas em caso de agravamento ou quando precisam ser remanejados. Mas o que acontece não é isso: eles são enviados sem critérios mínimos”, falou.
Atualmente, a enfermaria está com doze leitos ocupados, dos quinze disponíveis. Na Unidade de Terapia Intensiva nove das dez vagas estão com pacientes. “Os números estão em situação-limite, porque é necessário uma reserva de emergência na enfermaria, por exemplo, para o caso de alta na UTI”, explicou o especialista.
A situação de lotação máxima no Hospital Regional tem sido observada há mais de duas semanas, quando 100% dos leitos de UTI COVID e 90% dos leitos de enfermaria estavam ocupados. “Lembrando que nos casos de UTI, mais de 80% dos pacientes estão utilizando ventilação mecânica, ou seja, intubados”, revelou Warisson Tenório.
Com esse alerta, o médico solicita a população que continue se cuidando, usando máscaras e mantendo o distanciamento social, evitando também as aglomerações. “Importante ainda que os municípios mantenham uma estrutura mínima, segura e com profissionais para atendimento a pessoas com sintomas da Síndrome Gripal, assim como mantenham a dinâmica da vacinação. Avançamos muito na prevenção, mas o vírus ainda é muito resistente “, concluiu.

