
Os autores acreditam que a nicotina contida no fluido do cigarro eletrônico seja responsável por tornar as células pulmonares mais vulneráveis à proteína spike, usada pelo novo coronavírus para se ligar às células e infectá-las. O dispositivo se popularizou entre os adolescentes e os jovens adultos nos últimos anos.
A pesquisa foi realizada com amostras de células que revestem os pulmões. Metade delas foi exposta ao líquido do cigarro eletrônico e, em seguida, todas foram expostas a um vírus inofensivo revestido com a proteína spike do coronavírus.
As taxas mais altas de infecções foram observadas nas células pulmonares que tiveram contato com o fluido do cigarro. “Nossa hipótese é que a nicotina pode ser responsável pelo aumento da ligação à proteína spike e subsequente infecção por pseudovírus”, escreveram os autores.
