
Raissa é mãe de Luiz Antonio, 3, e de Marília, 1. O primogênito foi o responsável pelo “pedido surpresa”. Enquanto a mãe estava no banho, o pequeno pegou o celular, abriu o aplicativo de delivery e gastou quase R$ 400 em lanches e brindes. Poucos minutos depois, recebeu em casa sacolas com 12 hambúrgueres, 24 nuggets, 10 milk shakes, 4 sorvetes, 2 tortas, 1 batata frita com bacon e cheddar, 8 garrafas de água, 1 suco de uva, 2 molhos extras e 8 brinquedos de brinde.
“Vi a nota fiscal de R$270 e gelei. Depois vi uma outra nota, de cento e poucos reais. Foi aí que eu percebi que ele tinha feito dois pedidos diferentes e tive uma crise de riso”, diz. Luiz Antonio só conseguiu concluir o pedido porque o cartão de crédito da mãe estava cadastrado no aplicativo. “Ele vê a gente pedindo, mas ainda não tem o entendimento do que aquilo significa, de que vai trazer um custo.”
Mesmo depois da chegada da encomenda, o pequeno não ficou satisfeito com o que recebeu. Segundo a mãe, depois de esvaziar as sacolas, ele ainda reclamou que um dos brinquedos que queria não foi entregue. “Ele me falou: ‘Mãe, não veio o Minion dourado’. Aí eu esqueci de sermão, entrei na brincadeira, comi lanche e deixei a conversa séria para depois”, lembra.
Para dar conta do pedido, Raissa distribuiu os sanduíches entre outros familiares e funcionários do prédio. Logo depois, ela usou as redes sociais para contar o que havia acontecido. Até a publicação desta reportagem, o post já somava mais de 41 mil curtidas no Instagram. “Diante de tudo o que a gente tem passado nos últimos meses, ter pelo menos 3 ou 4 horas de risada foi um alívio. No fim das contas, gastei R$ 400 em terapia do riso”, brinca.
Essa não é a primeira vez que o pequeno faz algo assim. Raissa conta que, quando tinha apenas 1 ano, Luiz Antonio encomendou um açaí, sem que ninguém soubesse. Em outra ocasião, pediu um táxi. Nos dois casos, a mãe teve de arcar com o prejuízo. “Nessa época eu tirei o cartão de crédito dos aplicativos, para que isso não acontecesse. Um tempo depois botei outra vez, achando que ele já estava maiorzinho e não corria mais risco. Agora eu já descadastrei de novo”, explica.
