
De acordo com um relatório da DH no qual constam informações sobre o episódio de setembro e ao qual o EXTRA teve acesso, ao ser questionado pelos policiais sobre o seu telefone, Adriano afirmou que não estava fazendo uso do aparelho. Um agente acabou encontrando o celular debaixo do travesseiro e o rapaz confessou ser o proprietário.
Em seguida, de acordo com o documento, o filho de Flordelis colocou o telefone para carregar, pois estava sem bateria. Nessa ocasião, enquanto mexia no aparelho, Adriano demonstrava nervosismo. Um dos policiais, ao se aproximar do rapaz, percebeu que ele estava prestes a apagar algumas mensagens, mais especificamente fotos da carta escrita por Lucas dos Santos, filho de Flordelis que é réu pela morte do pastor Anderson do Carmo. Na correspondência, Lucas mudou sua versão sobre o crime.
Na operação do dia 17 de setembro, a DH apreendeu os celulares de Flordelis e de duas netas. Os aparelhos de outras pessoas, como o de Adriano, foram devolvidos após o fim da ação.
No último sábado, policiais da delegacia cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Luciano da Silva Gomes, chefe de gabinete de Flordelis e sogro de Adriano. O celular do filho da deputada foi encontrado dentro da caixa de pizza na casa de Luciano. Os policiais não achavam o aparelho e fizeram ligações para o número. Adriano afirmou que havia esquecido o celular no local. Ele foi levado para a DH para prestar depoimento, e acabou liberado em seguida.
Além de Lucas, Flávio dos Santos, filho biológico de Flordelis, também é réu pela morte do pastor Anderson. Depois de ter indiciado os dois pelo homicídio, a DH abriu um novo inquérito para apurar a participação de outras pessoas no crime, entre elas a deputada. A delegacia também está investigando se houve fraude na carta escrita por Lucas, na qual Flordelis também é suspeita de envolvimento. Ela nega as acusações.
