
O atual levantamento do IBGE mostra que a desocupação recuou em 10 estados da federação no comparativo do 2º trimestre ano com o 1º trimestre. Neste recorte, Alagoas teve queda de 1,4%.
O estado ainda aparece como o segundo estado do com maior percentual de desalentados (15,2%), atrás apenas do Maranhão (18,4%). Os desalentados são as pessoas que tinham desistido de busca emprego ou trabalho no período do levantamento.
Os números ainda revelaram que Alagoas possui 28,6% da população considerada produtiva trabalhando por conta própria e 34,1% trabalhando sem carteira assinada. Restando 65,9% dos trabalhadores em atividade no setor privado atuando com carteira assinada.
Desigualdade e tempo de busca por trabalho
A pesquisa revelou ainda que a taxa de desocupação no Brasil, no 2º trimestre de 2019, foi de 12%, mas com diferenças significativas entre homens (10,3%) e mulheres (14,1%). Taxas mais elevadas entre as mulheres foram observadas em todas as grandes regiões.
As mulheres também se mantiveram como a maior parte da população fora da força de trabalho, tanto no país (64,6%) tanto em todas as regiões. Taxa de desocupação foi de 10,3% para os homens e 14,1% para as mulheres
O percentual de mulheres na população desocupada no 2º trimestre de 2019 foi de 52,8%. Na Região Nordeste, os percentuais praticamente se equiparavam, enquanto na Região Sul a estimativa para as mulheres chegava a 55,5%.
Em relação ao tempo de procura, no Brasil, no 2º trimestre de 2019, 45,6% dos desocupados estavam de um mês a menos de um ano em busca de trabalho. Entre 2012 e 2015, houve redução da proporção de desocupados que buscavam trabalho há 2 anos ou mais.
Contudo, a partir de 2016, esse contingente apresentou crescimentos sucessivos, atingindo o maior percentual (26,2%) no 2º trimestre de 2019. Neste mesmo período, a proporção dos que buscavam trabalho há menos de um mês era 14,0%; enquanto aqueles com procura de 1 ano a menos de 2 anos chegava a 14,2%.
Taxa de desocupação
A taxa de desocupação corresponde, de acordo com o IBGE, à porcentagem do número da subutilização da força de trabalho, levando em consideração a insuficiência das horas trabalhadas diante do potencial da força de trabalho dos brasileiros.
Com isso, o levantamento avalia além dos dados do desemprego, ausência de registro de trabalho formal, expõe também os números referentes a desocupação por falta de trabalho informal e até mesmo de estudo.
