
“Entrei em contato com equipes britânicas e americanas para ficarem de prontidão em caso de necessitarmos de auxílio. Estaremos prontos para recebê-los no Pinheiro. Se, até o mês de março não entendermos o que está acontecendo, não detectarmos o que vem causando esse fenômeno, buscaremos ajuda internacional”, afirma o geólogo.
Para Thales o fenômeno é muito complexo e exige cautela por parte dos profissionais atuantes na força-tarefa, quanto à descoberta de possíveis motivos para o afundamento na região. Ele afirma ainda que não é possível saber se há uma grande cratera no bairro.
“Não posso dizer nada além disso, pois pode haver ou não. O posicionamento atual da equipe de geologia é de que não existe essa grande abertura, mas estamos nos estudos”, destacou Thiago.
Segundo a Defesa Civil Municipal, 777 imóveis no bairro estão na área vermelha e 50% das famílias que moram nesses locais já foram retiradas.
Um relatório do Serviço Geológico Nacional alerta para a necessidade da criação de um plano de emergência para um eventual esvaziamento emergencial do bairro.
Nesta quarta, o Ministério Público Federal (MPF) disse que estuda a possibilidade da quebra de sigilo nas investigações sobre as rachaduras do bairro do Pinheiro.
Rachaduras têm surgido em ruas e imóveis desde o início de 2018, após um período de fortes chuvas, seguidas de um tremor de terra.
Na última sexta (10), o presidente Jair Bolsonaro (PSL) determinou que o Governo Federal adote ações necessárias para agilizar a identificação das causas das rachaduras.
G1
