
“Foi constatado que, de fato, a causa mortis foi o degolamento parcial. Chegou a haver a exposição da coluna cervical da vítima. Haviam coágulos na região amputada, evidenciando que esta lesão ocorreu muito aproximadamente ao momento da degola, mas não há como precisar o tempo em que cada lesão ocorreu. É possível que tenha sido muito próximo”, declarou Paulino Pestre, diretor do IML.
Os peritos também investigaram os locais onde o crime aconteceu e concluíram que os suspeitos tentaram limpar os locais para esconder evidências logo após o assassinato. Segundo o laudo do IML, não é possível concluir o número exato de pessoas que participaram diretamente do assassinato, mas foi constatado que Edison Brittes teve ajuda para carregar o corpo do jogador do São Paulo, que estava emprestado ao São Bento.
“O corpo tinha uma pequena marca no dorso que indica um arrastamento. Não é possível precisar quantas pessoas ajudaram, mas foram, pelo menos, duas. Possivelmente, uma segurando nos pés e outra nas mãos da vítima, por cerca de 20 metros”, afirmou o perito criminal, Jerry Gandin.
A Polícia Civil de São José dos Pinhais divulgou na última quarta-feira o inquérito onde indicia os sete suspeitos que participaram do assassinato de Daniel. “A Allana e a Cristiana Brittes serão acusadas de fraude processual e coação de testemunhas; O Eduardo Purkote por lesões graves; O Igor King, David da Silva e o Eduardo da Silva e o Edison Brittes serão acusados de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
O caso
O jogador Daniel Corrêa foi encontrado morto próximo à cidade de São José dos Pinhais, interior do Paraná, no dia 28 de outubro. O corpo do atleta de 24 anos, com passagens por Cruzeiro, Botafogo, São Paulo e Coritiba, estava com o pescoço degolado e o órgão sexual decepado.
O empresário Edison Brittes, conhecido como “Juninho Riqueza” assumiu a autoria do assassinato, mas advogados do jogador e da família Brittes apresentam versões diferentes para o crime.
VEJA
