
Veja as indicações presentes nos planos de governo:
Jair Bolsonaro (PSL)
Bolsonaro cita como desafio inicial “organizar e desaparelhar as estruturas federais”. Ele critica o “número elevado de ministérios”, julgando-os ineficientes. O candidato ainda usa o exemplo dos ministérios como o “resultado da forma perniciosa e corrupta de se fazer política”
A indicação sobre o inchaço da administração pública nos últimos anos é reforçada ao lembrar que “(…) houve uma multiplicação de cargos, benefícios e transferências sem comparação em nossa história”. Essa situação, de acordo com seu plano de governo, resultou em um serviço público “lento, aparelhado, ineficiente e repleto de desperdícios”.
O candidato promete adotar uma “gestão pública moderna, baseado em técnicas como o ‘Orçamento Base Zero'”, além do corte de privilégios — sem citar quais e a quem eles são concedidos. O Orçamento Base Zero (OBZ) é comumente utilizado por empresas que, ao elaborarem previsões orçamentárias, retiram do estudo os exercícios anteriores.
A última referência do programa de governo do PSL a algo relacionado ao serviço público trata da “atenção ao controle dos custos associados à folha de pagamento do Governo Federal” como política para a redução de despesas do poder público. Há a indicação, também, de privatização de estatais.
Fernando Haddad (PT)
Haddad destaca a necessidade de “profissionalização e valorização do serviço público”. De início, ele propõe a adoção de uma “política de recursos humanos” que considere as etapas de seleção, capacitação, alocação, remuneração, progressão e aposentadoria. O resultado da política será a oferta de um serviço público mais ágil e correto.
Haddad cita, também, a necessidade de “qualificar” os concursos públicos — sem destrinchar seu sentido — e conter a privatização e a precarização na oferta do serviço público. O candidato ataca a política de “terceirização irrestrita”.
Em outro trecho de seu plano, Haddad cita especificamente o “acúmulo de privilégios inadequados”, em especial por parte do Poder Judiciário. Ele prega, entre outras medidas, o fim do auxílio-moradia para os agentes públicos e a redução do período de férias de 60 para 30 dias para todas as carreiras que possuem o privilégio. Haddad lembra, também, da necessidade de regular a aplicação do teto salarial no funcionalismo público.
Ao tratar da questão da Segurança Pública, Haddad cita a necessidade de “fortalecer a polícia científica e valorizar o profissional da segurança, com melhores salários, capacitação adequada, seguro de vida, habitação, assistência e previdência dignas”.
Fonte: EXTRA/Globo
