
Na última sexta (15), o vereador Tony Carlos Silva de Medeiros, o Tony Pretinho (PR), 34, foi morto a tiros de pistola e de espingarda quando conversava com amigos na porta de casa.
No início de novembro, o vereador Adelmo Rodrigues de Melo, o “Neguinho Boiadeiro” (PSD), também foi assassinado a tiros, mas em uma circunstância diferente, quando saía da Câmara de Vereadores. “Não tem relação nenhuma um com o outro, até o modus operandi é diferente e a gente vê que as circunstâncias são diferentes, motivação e tudo. Não podemos adiantar porque isso pode prejudicar a investigação, mas no decorrer dos esclarecimento vocês verão que não há um correlacionamento”, informou o delegado Paulo Cerqueira.
Uma comissão formada por três delegados investiga a morte de Tony Pretinho. Os delegados João Marcelo, da regional de Santana do Ipanema; Fábio Costa, coordenador da Delegacia de Homicídios da Capital, e Eduardo Mero, também integrante da Homicídios, são os responsáveis pelo inquérito.
O primeiro caso é investigado por outra comissão, formada pelos delegados Cícero Lima, gerente de Polícia Judiciária da Região 4; Rosivaldo Vilar, titular do 51º Distrito Policial de Major Izidoro; e o titular da 4ª Delegacia Regional de Arapiraca (4ª DRP), Gustavo Xavier.
De acordo com o delegado-geral, o primeiro inquérito ainda não foi concluído, mas já está em fase final. “Faltam ajustes de provas e isso leva um tempo ainda. Mas que está bastante avançada essa primeira investigação”, disse Paulo Cerqueira.
Clima de medo na cidade
No município, mesmo com a ocupação das forças policiais desde o primeiro assassinato, o clima é de medo. Muita gente estava na casa do vereador Tony Pretinho aguardando para o velório do corpo, que foi liberado no início desta tarde pelo Instituto de Medicina Legal (IML) de Arapiraca.
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) informou que a ocupação policial permanece na cidade por tempo indeterminado.
