
O pai de Erik da Silva já foi condenado pela Justiça Brasileira a 500 anos de prisão. Apesar dos diversos mandados de prisão em aberto, ele levava uma vida de fuga até pouco tempo, até que foi preso na Bolívia há cerca de quatro meses. Em seguida, foi extraditado para o Brasil, onde encontra-se à disposição da Justiça.
A organização criminosa criada pelo patriarca da família passou a ser chefiada por Erik da Silva Ferraz em 2007. O suspeito de tráfico morto em Maceió teria uma posição de destaque no comando de uma facção criminosa que nasceu em São Paulo e ganhou os presídios de todo o Brasil. Na capital alagoana, Erik tinha uma vida de glamour, executando a função de lavar o dinheiro do crime.
Erik da Silva também estaria envolvido no assalto a um voo da TAM em 1996, quando foram levados R$ 6 milhões. O valor teria sido utilizado pelo grupo criminoso para financiar as primeiras ações da facção que domina os presídios localizados no estado de São Paulo.
Além do dinheiro, propriedades e bens de luxo também estão ligados ao grupo. “O Erik tinha um patrimônio adquirido no nome da sogra, esposa, cunhados. Há uma casa de alto luxo adquirida em um condomínio em Maceió, outra na Barra da São Miguel, lancha, jet ski, veículos”, explica o superintendente da PF em Alagoas, Bernardo Gonçalves.
Eles também seriam responsáveis pela administração de três empresas de fachadas, utilizadas para lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas. São elas o bar Black Out pub, na Jatiúca, a pizzaria Moriah, localizada no Pouso da Garça, e a academia Premier Combate Fit, no bairro da Serraria.
