
Avelino foi nomeado, no início deste ano, na Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag), mas estava à disposição da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). Em nove meses como servidor comissionado do governo, ele recebeu cerca de R$ 8 mil dos cofres públicos.
O setor de recursos humanos da Secretaria de Cultura abriu procedimento interno para saber qual era a função, lotação e atribuições do motorista de Mateus na pasta, que atualmente é gerida pela ex-mulher de Cristiano Mateus, Melina Freitas.
A frequência do controle de pessoal na Secretaria de Cultura de Alagoas é realizado, mensalmente, com a assinatura de um livro, que supostamente marca a assiduidade dos comissionados. Em depoimento à Polícia Federal, o motorista relatou que nunca deu um dia de serviço e recebia o salário sem trabalhar.
Após a nomeação em fevereiro deste ano, José Avelino passou a receber R$ 862 mensalmente, sendo o último pagamento realizado referente ao mês de novembro.
REDE DE LARANJAS
A PF colocou a figura do ex-prefeito como líder de uma organização criminosa, estruturada por uma rede de “laranjas”. O bando seria responsável, conforme a investigação, por ocultar empresas, bens e desviar valores provenientes de fundos e programas de educação, destinados ao município enquanto ele era o gestor.
Segundo a PF, o ex-prefeito estruturou uma rede de laranjas formada por amigos e empregados deles, para impedir os trabalhos investigativos da polícia. O motorista particular de Cristiano, conforme a PF, estava sendo pago pelo Governo do Estado, desde fevereiro deste ano.
