
O cadáver foi localizado no fim da tarde dessa quinta-feira (31) por cortadores de cana. Estava em meio às canas, em terras da Fazenda Lamarão, às margens da BR-316. Os trabalhadores sentiram o odor de putrefação e acharam os restos mortais.
Pelas características físicas, perceberam que se tratava de um homem vestido com uma camisa azul com listras brancas e calça jeans.
Peritos do Instituto de Criminalística (IC) fizeram uma análise inicial e funcionários do IML recolheram o corpo, que permanece sem identificação. Nenhum documento foi achado junto ao cadáver.
O secretário-adjunto de Segurança Pública, Manoel Acácio Júnior, disse que ainda é cedo para suspeitar de que o corpo achado no Pilar é mesmo do agropecuarista que desapareceu.
Os parentes disseram que ao desaparecer o agropecuarista vestia uma camisa azul e calça jeans. Por causa das vestimentas do corpo localizado no Pilar, eles decidiram ir ao IML para tirar a dúvida.
Pessoas próximas à família relatam que tem realizado buscas por conta própria, na tentativa de localizar Cristóvão. Ele foi visto pela última vez quando voltava da cidade de Murici com destino a Maceió. O agropecuarista conduzia uma caminhonete Ranger de cor preta e placa QLB-1274, trajando uma camisa azul e calça jeans.
A Polícia Civil definiu três linhas de investigação. De acordo com o delegado Guilherme Iusten, após depoimentos de testemunhas, a polícia trabalha com a possibilidade de crime passional, crime relacionado a negócios e uma disputa de terras.
Nota da Perícia Oficial
Devido à grande procura por informações sobre o corpo encontrado ontem no município do Pilar, a Perícia Oficial esclarece que até o momento o corpo que está em estado avançado de putrefação, permanece na sede do IML como não identificado.
Informamos ainda que não compareceu a unidade de medicina legal, nenhuma pessoa reclamando o referido corpo, ou para fazer um possível reconhecimento.
E mesmo que isso venha ocorrer, devido ao estado avançado de decomposição do corpo, a sua identificação oficial será realizada pelos exames de necropapiloscopia ou odontologia, e em último caso DNA.
Atenciosamente,
Aarão José
Assessor da Perícia Oficial do Estado de Alagoas
*Com Gazeta Web
