
A proposta inicial é a criação de uma Sala Lilás, que consiste em fornecer atendimento 24h para mulheres vítimas de violência, através de uma equipe multidisciplinar, na sede do novo Instituto Médico Legal (IML), a ser inaugurado esse ano. As mulheres atendidas também seriam submetidas a um laudo pericial, e esses dados seriam compartilhados automaticamente com o Juizado de Violência Doméstica contra a Mulher, diminuindo o tempo de tramitação do processo.
Outra proposta da Coordenação é a de transformar o Juizado da Mulher de Arapiraca em Juizado da Mulher do Agreste. “Em Arapiraca já tem a Delegacia da Mulher e o Juizado da Mulher, e se isso for transformado para todo o agreste, vai atender todas as demandas das cidades na região. E a unidade tem capacidade para comportar”, explicou o juiz.
A criação de uma delegacia da mulher do Sertão, e posteriormente um juizado da mulher do Sertão, também estão nos planos da Coordenadora.
O juiz reforça que todas as propostas são ainda ideias iniciais, que devem ser submetidas à análise das instituições competentes, como a Presidência do TJ/AL e o Estado. “Tudo isso precisa passar por uma tramitação de processos até que seja aprovado e estabelecido, nós estamos apenas mostrando ideias do que pode ser feito para melhorar a situação das mulheres no estado”, explicou José Miranda.
Buscando diminuir os casos de reincidência de violência contra a mulher, a Coordenação pretende ainda aplicar a Justiça Restaurativa no Juizado da Mulher de Maceió. A ação consiste em uma equipe multidisciplinar que avalia, durante audiência, se os agressores precisam de acompanhamento psicológico, para que não voltem a cometer atos de violência. O pedido já foi apresentado para o desembargador Tutmés Airan de Albuquerque, coordenador da Justiça Restaurativa em Alagoas.
A Coordenadoria foi instituída através da resolução nº 13, de 30 de agosto de 2011. A desembargadora Elisabeth Carvalho está à frente desde 2015.
Semana da Justiça pela Paz em Casa
O Poder Judiciário de Alagoas já iniciou os preparativos para Semana da Justiça pela Paz em Casa, que ocorrerá de 21 a 25 de agosto. Em Maceió, cerca de 300 audiências devem ser realizadas no Juizado de Violência Doméstica contra a Mulher, localizado na Praça Sinimbú.
A força-tarefa ocorre em todo o país e é uma ação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No interior de Alagoas, os municípios de Santana do Ipanema, Delmiro Gouveia, São Miguel dos Campos e Palmeira dos Índios também realizarão audiências durante a Semana.
Karina Dantas – Dicom TJ/AL
