
Na cerimônia, de comemoração dos 152 anos da Batalha Naval do Riachuelo, considerada “data magna” da Marinha, foram entregues medalhas da Ordem do Mérito Naval, mais alta honraria da Marinha.
Um dos condecorados é o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal. A pedido da Procuradoria Geral da República, Fachin autorizou a abertura de inquérito para investigar Temer com base nas delações premiadas dos donos e de executivos da empresa JBS. Temer responde por supostas obstrução à Justiça, corrupção passiva e organização criminosa.
Fachin não compareceu porque estava em Curitiba, para participar do evento de comemoração do centenário do Instituto dos Advogados do Paraná, compromisso assumido antes de receber o convite da Marinha, segundo informou a assessoria. Outro ministro do Supremo homenageado e que também não compareceu por compromisso assumido antes foi Luís Roberto Barroso. Mesmo ausentes, os ministros receberão a medalha.
Receberam a comenda em mãos os ministros Alexandre de Moraes, indicado por Temer para o STF, e a ministra da Advocacia-Geral da União, Grace Mendonça. Os ministros do Planejamento, Dyogo Oliveira, e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, foram homenageados, mas não estavam presentes.
Ao lado de Temer, o comandante da Marinha, Eduardo Bacelllar, discursou e fez referência à crise que, segundo ele, “ameaça destruir o sonho de grande nação”.
“Hoje assistimos ao país ser assolado por crise profunda e multifacetada. Assim como as tempestades dos mares em fúria trazem perigo ao navio, ameaça destruir o sonho de grande nação que podemos e devemos alimentar”, afirmou o comandante da Marinha.
Temer não discursou. Um servidor do cerimonial leu uma mensagem do presidente, na qual ele destaca as realizações da Marinha.
“Reafirmo meu reconhecimento à nossa Força Naval. Nosso país tem a certeza de poder contar com a continuada abnegação de todos os que fazem a grandeza da Marinha do Brasil”, diz o texto da mensagem.
