
A declaração foi divulgada depois que o jornal britânico The Guardian mostrou na semana passada que o site de supremacia branca Stormfront aparece como o primeiro resultado quando os usuários perguntaram: “O Holocausto aconteceu?”.
O site é operado por um grupo que diz que o genocídio de mais de seis milhões de judeus e outros na Segunda Guerra Mundial foi uma farsa.
Em uma declaração à AFP, o Google disse que seu objetivo é fornecer “resultados confiáveis” para as pesquisas, oferecendo “uma amplitude de conteúdos diversos de fontes variadas”.
“Julgar quais páginas na web respondem melhor a uma pergunta é um problema desafiador e nem sempre conseguimos acertar”, diz o comunicado.
“Quando informações não confiáveis são classificas no topo dos nossos resultados de pesquisa, desenvolvemos abordagens escaláveis e automatizadas para corrigir os problemas, ao invés de removê-los manualmente um por um”.
O Google acrescentou que ajustes recentes no seu algoritmo “ajudarão a trazer à tona conteúdo confiável e de alta qualidade” e que o gigante da tecnologia “continuará mudando” seus “algoritmos ao longo do tempo para enfrentar esses desafios”.
A falha técnica de pesquisa do Holocausto é apenas a mais recente de uma série de questões nas quais o Google enfrentou escrutínio pelos seus algoritmos de pesquisa.
No mês passado, ao responder a reclamações sobre notícias falsas relacionadas com as eleições nos Estados Unidos, o chefe-executivo do Google, Sundar Pichai, disse que a empresa recebe bilhões de consultas diárias e admitiu que erros foram cometidos.
“É um momento de aprendizagem para nós, e nós definitivamente trabalharemos para consertar isso”, disse ele em uma entrevista à BBC no mês passado.
Fonte: UOL
